quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Não falo, não planejo e não mudo...

Escrever sobre as peripécias das minhas férias, sobre o Natal e passagem do ano em meados de Janeiro não me parece bem. Acho que mesmo se fosse hoje o primeiro dia do ano também não escreveria. Por algum motivo se chama “ fim de ano”...o que aconteceu em 2007 fica em 2007. Não irei falar no que mudei na minha vida e também não quero esquecer o ano passado. Como uma pessoa importante para mim costuma dizer “ é o passado que define o que somos hoje”. Este ano tenho planos a concretizar como toda a gente, mudanças interiores...mas tenho uma característica que por muito que tente não consigo mudar ...por isso não será certamente este ano que o farei. É algo que é meu, parte integrante...imediato, que não consigo evitar. Tenho o hábito de analisar tudo o que me rodeia... perco imenso tempo com isso. Não consigo evitar ...é tipo um sensor, olho para alguma coisa ou alguém e acciona de imediato o meu sentido analista. Quando a análise é concluída de forma negativa, rio...acho uma certa piada aos defeitos dos outros. Nunca fui muito comunicativa e só concedo umas palavras fora do obrigatório a alguém depois de ter sujeitado essa pessoa a um pré-estudo precoce. Nesse estudo pondero a continuidade da conversa e aproximação ou a aniquilação dos mesmos. Já me enganei algumas vezes, tola seria se afirmasse ser a supra sumo do conhecimento humano. Confesso que me dá algum gozo encontrar os meus erros pois eu própria me integro no meu estudo. Cada pessoa que vejo encaro como uma nova entidade. Hoje vi “do meu esconderijo”(a minha análise contemplativa) um senhor...perdi o meu olhar uns minutos nele...não lhe vi a cara mas tive tempo suficiente para observar o seu aspecto geral...fisicamente não o sei descrever não dirijo a minha análise para o aspecto físico. Todo ele era fraqueza julgando pelos seus passos inseguros. Os seus modos, uma mescla de grosseria e infãncia retardada, no entanto notava alguma dignidade na forma como gesticulava. Quem era? Não sei...a minha mente auto programa-se ...há quem diga que repara que “não estou cá” porque abro os olhos e iço a sobrancelha . Pois...não sei...talvez sejam as minhas íris a fazer zoom para conseguir ver mais de perto...É certo que todos nós escondemos uma carta...encaro essa carta escondida a residência da percentagem do charme...naqueles que o têm. É essa carta escondida na manga que me fascina nos humanos. Serei perspicaz? Não me parece. Sou paciente, cuidadosa, resolutiva e obstinada. Não me sinto atraída por pessoas demasiado palpáveis seja em que patamar sentimental for. Tornam-se evidentes até à banalidade. Tudo o que é banal não tem magnetismo...qualidade que procuro nos outros mas raramente encontro...ora aí está um plano para 2008...continuar à procura.

3 comentários:

Somo disse...

Olá olá!

Já sentia falta dos teus textos. Até me arrepiei a ler este post, tens a certeza q estavas a falar sobre ti? É q revi-me em parte dele... parecia q estavas a escrever sobre mim lol!

Quanto ao final: keep on searching. Mas procura verdadeiramente, não olhes só com um olhar de analise. Por vezes escondem-se muitas coisas por baixo de uma máscara!

Beijinhos
Bruno

S. C. R. disse...

E mais uma vez fiquei por aqui a ouvir as musicoles...
Sempre ao mais alto nível musical.

Um beijo

Anónimo disse...

Ora mais uma analise da menina.
Até me assustei ao ler ao saber que fui ou estou sujeito a uma analise cuidada da tua parte :)

Agora a parte"...continuar à procura." estamos sempre todos seja para nosso bem ou mal.

PS.: mt gosto de visitar teu blog para ouvir musica se pudesses ver as visitas verias q tou sempre cá lol

Bjinhos swat