quarta-feira, 24 de março de 2010

Dias e noites

Há dias e noites em que sinto que tudo é uma trapalhada...esforço-me por ser a melhor profissional, a melhor filha, a melhor amiga... até a melhor dona para o meu cão mas há dias e noites que tudo perde o sentido. Há sempre uma ou outra coisa que impulsiona essa perca...às vezes tão insignificante...mas provoca alguma combustão nos meus desejos e assim me apercebo do que me incomoda. E desta forma no meio de toda a minha boa disposição aparece o lado sombrio na minha “vida panqueca” que tem dois lados (não me lembro de quem disse isto mas gostei). Sinto-me sempre longe...muito longe...como se as coisas embatessem de frente comigo mas estou tão longe que não passam dum sonho ruidoso. Desde que voltei de férias que me sinto assim...Não tive uma clara percepção do que realmente se passava em mim até ontem à noite...tenho sido o rosto da pura ingenuidade para comigo própria. Talvez tenha sido até agora o segundo melhor lugar de mim própria...tornei-me orgulhosa embora digna em tudo o que vivi...disso não me lamento...fiz sempre tudo que era possível fazer e muitas vezes fiz o impensável e o incerto...mas era aí que residia toda a beleza da minha vida, da minha pessoa. Hoje estou na inércia...não estou onde quero...no intímo nunca quis e não sinto necessidade de justificar o porquê. Sentia-me realmente encadeada...uma nova onda de sentimentos surgia e provoca-me irritabilidade...todos os sentimentos novos me provocam relutancia, negação. Mesmo assim não querendo estar onde estou cumpro as “ minhas funções” humanas ...isso permite-me ainda sentir, rir, deixar-me ir com a corrente ...mas ...realmente há dias e noites em que alguém fez com que fossem uma trapalhada...

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