Às vezes as palavras não consomem o tanto que sinto, de modo a poderem dizer, na verdade, o que realmente quero. Por isso hoje não te direi nada. Vou ficar calada à espera que me fales tu. Talvez tu, hoje, tenhas as palavras certas e saibas o que me dizer. Talvez tu saibas em que lugar se escondeu a nossa proximidade, que agora deu lugar a esta distância abismal, fazendo-me sentir como um estranha para ti, sentir-te como um estranho. As minhas palavras hoje não sentem mais nada... apenas a tristeza do nosso voltar de costas... inundada pelas tuas mentiras, por teres corrido atrás de alguém e teres-me deixado pelo caminho...
Olha bem para mim e diz-me o que vês. Não tenhas medo de dizer que me derrubaste de vez.Vês alguém que já não sabe o que diz, o que pensa, o que sente, o que escreve e para o que serve.Vês-me a mim assim acabada, como um livro depois de lido, rasgado e calcado no chão. Diz se me reconheces ao longe e ao perto, estou certa que não pois eu não te reconheço mais.Olha-me bem para que não restem duvidas de que és cruel... a tua crueldade sinto-a na pele.Corta-me aos bocados e atira-me para longe da tua vida. Fizeste pior do que isso...
Vai-te embora daqui, de dentro de mim...
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
Hesitante...alguma vez se sentiram hesitantes de tal forma que as pernas fraquejam? Alguma vez sentiram o vosso coração bater num zumbido que vos atordoa? Alguma vez sentiram uma angustia profunda, uma dor surda que é de tal forma maior do que vocês e nem ousam por isso falar nela e escondem-na atrás dum sorriso? Alguma vez sentiram isto que descrevi duma forma tão forte que a ideia de morrer vos retira a revolta e vos rouba as lágrimas e vos torna doces e amáveis? A ideia de morrer torna-se num caminho simples...terno como um coração nas mãos no meio duma bondade universal com que vivi a minha vida. Como se sentisse um cheiro de margaridas...um ar tão perfumado que o sol ilumina. Deixei de rezar todas as noites...imagino que um lugar especial espera por mim...Imagino um rasgão azul que se abre por detrás duma nuvem onde sou levada para cima do bosque...e ao longe um campo de margaridas molhadas por gotas de chuva..as suas pétalas de tão refrescadas que estão têm um brilho de neve...deixo-me cair por cima delas e as gotas molham os meus lábios como se fossem orvalho...sei que me vou sentir feliz...numa serenidade encantadora que outrora tive e não tenho mais.
Cansaço, não aguento mais um dia que seja igual aos últimos tempos...ainda assim mantenho os meus gestos agarotados, sorridentes piscando o olho à vida...pela primeira vez desde meses podia agora desforrar-me da vida, fazer -lhe uma careta com a língua de fora...mostrar o quanto pode estar errada e eu certa...mas não quero...estou cansada...a desistir...
Vou dormir...mas hoje rezo...para não acordar....abrir os olhos num lago de luz onde os raios de sol me aplaudem com sorrisos...e de onde se estendem braços para afastar as nuvens e me segurar...e onde tudo brilha de novo num mundo novo... Um dia sei que vai ouvir esta minha prece...porque sei que está próximo,já não tenho forças ...e sentirei, sinto que está próximo...e isso faz-me sorrir...estarei sempre contigo...mas quero ir...deixem-me ir...
Cansaço, não aguento mais um dia que seja igual aos últimos tempos...ainda assim mantenho os meus gestos agarotados, sorridentes piscando o olho à vida...pela primeira vez desde meses podia agora desforrar-me da vida, fazer -lhe uma careta com a língua de fora...mostrar o quanto pode estar errada e eu certa...mas não quero...estou cansada...a desistir...
Vou dormir...mas hoje rezo...para não acordar....abrir os olhos num lago de luz onde os raios de sol me aplaudem com sorrisos...e de onde se estendem braços para afastar as nuvens e me segurar...e onde tudo brilha de novo num mundo novo... Um dia sei que vai ouvir esta minha prece...porque sei que está próximo,já não tenho forças ...e sentirei, sinto que está próximo...e isso faz-me sorrir...estarei sempre contigo...mas quero ir...deixem-me ir...
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Tenho andado reservada na escrita é um facto...este texto tem andado nos "meus documentos" do pc já há uns dias.Não existem alturas certas ou momentos chave para uma mudança de vida.Simplesmente acontece...dentro de nós acima de tudo, embora motivadas por factores exteriores as grandes mudanças surgem no "eu contra eu".Lembrei-me duma pergunta dum amigo exactamente há um ano atrás "M. como te vês daqui a um ano?ou como é que te queres ver daqui a um ano?"...não soube responder.Talvez outra pessoa soubesse responder a esta pergunta mas empíricamente acho....Responderia com frases inspiradas em desejos, mas eu não...queria ver-me, ver-me ...apenas isso...renascida.Sinto-me desintegrada de mim mesma e tudo tinha deixou de fazer sentido embora lute diariamente por renascer no "meu mundo novo". Esforço-me como doida em cumprir o meu dever, o que tem de ser feito, luto contra as exigências do destino tentando focar-me e ser objectiva.Foi difícil adaptar-me a essa região de mim mesma tão isolada em que só podia contar com as minhas forças. Apesar de ser uma mulher de muita sorte, com grandes amigos tenho espaços pesados em que me sinto a mulher mais sozinha deste mundo. Sinto-me por vezes uma ingrata para com a amizade pois o esforço da "minha gente" em não me ver deprimida era em vão. Não vivem o que vivo hoje.Quando chego a casa à noite, poiso as mãos na mesa e olhava no espelho em frente não conseguindo evitar a dor, o desnorteio de não saber o que fazer ou pensar. Nestas experiências comigo mesma pareço dotada do poder de recordar apenas o que decido recordar, isso é quase insuportável. A redenção e resignação levou-me a ultrapassar os últimos tempos da minha vida de forma dormente, como que a aprender a andar mas com medos e momentos na memória que ninguém pode alguma vez tirar. Ainda assim tento sempre cerrar os dentes e pensar "as coisas são como são!".Logo depois abraço os meus joelhos e poiso a testa neles para não olhar a minha vida de frente enquanto ainda a tenho. Não fiquei amarga, muito pelo contrário dentro de mim a compreensão pelos outros aumentou, afinal tive que ser a pessoa mais compreensiva deste mundo comigo mesma.Não sei se fiz a melhor escolha, se a fiz por mim ou pelos outros...o tempo dirá...Uma vez disseram-me que a partir do momento em que encontrar um anjo num homem todos os que passarem na minha vida não assumem importãncia pois procurarei sempre as asas nas suas costas...mas mesmo um anjo assim pode ser demoníaco nas mais terríveis formas.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Hoje cheguei a casa a arder em febre...febre interior, exterior, uma febre que não passa. Tomar um banho gelado para arrefecer o corpo e o coração... pareceu-me bem...sentei-me e encostei a testa aos joelhos só a sentir o chuveiro frio.Tenho respondido à vida conforme posso...conforme o meu coração tem permitido...sinto-me num limbo...ou como num circo em cima duma corda...onde tento me equilibrar e baloiço...baloiço...por vezes caio e a rede...não está lá. Todos os dias respiro fundo ao acordar e digo “ bora lá miúda, mais um dia e este também não te vai vencer” mas vence-me...hoje cheguei e deixei-me cair na cama enquanto pensava “este dia já está amanhã será outro”...sinto-me como um flor frágil ao vento, sinto vergonha em me mostrar tão delicada, frágil porque não esperam isso de mim...sinto vergonha do meu cansaço. Encolhi-me e deixei-me estar..hoje não faço mais nada a não ser estar como estou...como se o meu destino fosse simples...ou seja nenhum...se fujo dos outros não é para estar em paz...mas para poder ser frágil em paz...cada vez é mais difícil levantar-me de manhã...até estas simples coisas que escrevo surgem com dificuldade.Como se não tivesse direito a recomeços mas apenas direito aos fins..As minhas forças esgotam-se visivelmente mas tento...vou aninhar-me e falar com Deus ou seja lá quem for que exista mais lá acima...nem sei para quê ...não me vê há algum tempo...ao menos mostrou-me o amor..mostrou-me ele...numa frescura de vida ...doce ...num olhar azul...quem me dera aninhar-me nele...apenas...em silencio...
domingo, 3 de outubro de 2010
Hoje chovia torrencialmente e ainda assim insisti comigo própria e saí pela manhãzinha.
Sentir a chuva, o cheiro da relva molhada na esperança que o sol de Outono surja no fim de tarde...e como eu adoro o sol de Outono. Não é demasiado quente mas transforma as cores das coisas, das folhas, em tons tão lindos. Sim talvez sejam os meus olhos que tenham as cores de Outono ...ora castanhos...ora verdes...consoante a beleza do que vejo. Como eu gostava não saber, que não me dissessem nada...que os meus ouvidos não ouvissem e os olhos não lessem o que os outros dizem. No entanto olham-me como se eu fosse o último recurso do que têm para dizer sobre ele. Não me mexo, não falo com a tentativa de não me denunciar e assim a minha alma se dedica quase forçada a ninharias, à medida que vão falando sobre o que ele lhes disse um dia, o elogio que lhes foi feito no dia tal à hora tal , um possível convite, um possível dito de interesse, continuo muda, tento mudar de assunto mas voltam com a conversa e sinto-me como se tivesse uma correia que se enrola à volta dos meus membros, do meu corpo ...atada de palavras, coração e mente. A perfeita cobarde que não diz “ cala-te, não digas o que ele te disse, não digas as provocações que te fez sobre o teu decote, não digas que ele não te olha nos olhos porque não consegue ” e assim me transformo na vítima excelente para esta espécie de tortura. Talvez eu seja demasiado inocente para este mundo, as pessoas são tão cheias de ideias engenhosas na eterna procura de alguma coisa escondida numa palavra ou noutra e não pensam senão nos meios que se servem para atingirem essa descoberta. Exageram, espremem o mais que podem e esquecem os seus princípios...eu nunca esqueço os meus. Nesta manhã a minha visão parou numa senhora muito idosa que atravessava a rua de braço dado com outra senhora de meia idade. A mais velha rondava os 80 anos, se me aproximasse da senhora e lhe perguntasse com todo o respeito que as suas rugas lhe dão , que significado teria a vida provavelmente mostraria um olhar vago de quem se tenta recordar...mas decerto se lembraria dos filhos enviados para a escola e depois para o mundo...do homem que amou e que provavelmente já se foi...quando a senhora se aproximou sem ter ideia dos pensamentos que estava a ter sobre ela notei um olhar terno...dei um sorriso sem perceber que o tinha feito, a senhora deu outro sorriso de volta. A nossa diferença de idades era igual a uma esperança que eu ainda tinha e uma vida que ela já viveu. Na minha passagem deixou cair um lenço...até o lenço bordado com as suas iniciais mostravam um tempo diferente do meu em que já não se usam. Tinha um perfume o lenço...Apanhei e devolvi-lho pondo-lhe na mão dela segurando-a com as minhas duas mãos...ela colocou a outra mão por cima da minha e ficamos assim segundos...sorrimos uma para a outra...notei a sua mão fria pela idade e a minha quente pela minha juventude. Foi um momento de bondade, de generosidade em que a senhora não imagina o quanto a sua mão fria aqueceu o meu coração...tenho a certeza que a minha mão quente lhe mostrou que ainda existe generosidade na juventude actual tão fria no seu todo. Na porta ao pegar no guarda chuva olhei para trás e levantei a mão em sinal de aceno de despedida...a senhora com a mão trémula na sua vitalidade diminuída pelos oitenta anos levou a mão á mão à boca em sinal de um beijo esvoaçado. Saí e respirei fundo, fechei os olhos por momentos a sentir o vento na minha face ao pensar na linda senhora que encontrei num acto genuíno de bondade mútua... esta senhora sim ..ia gostar de ouvir...sem correntes ...alguém que já subiu ao topo do mundo e teve a vida majestosamente a seus pés...
Sentir a chuva, o cheiro da relva molhada na esperança que o sol de Outono surja no fim de tarde...e como eu adoro o sol de Outono. Não é demasiado quente mas transforma as cores das coisas, das folhas, em tons tão lindos. Sim talvez sejam os meus olhos que tenham as cores de Outono ...ora castanhos...ora verdes...consoante a beleza do que vejo. Como eu gostava não saber, que não me dissessem nada...que os meus ouvidos não ouvissem e os olhos não lessem o que os outros dizem. No entanto olham-me como se eu fosse o último recurso do que têm para dizer sobre ele. Não me mexo, não falo com a tentativa de não me denunciar e assim a minha alma se dedica quase forçada a ninharias, à medida que vão falando sobre o que ele lhes disse um dia, o elogio que lhes foi feito no dia tal à hora tal , um possível convite, um possível dito de interesse, continuo muda, tento mudar de assunto mas voltam com a conversa e sinto-me como se tivesse uma correia que se enrola à volta dos meus membros, do meu corpo ...atada de palavras, coração e mente. A perfeita cobarde que não diz “ cala-te, não digas o que ele te disse, não digas as provocações que te fez sobre o teu decote, não digas que ele não te olha nos olhos porque não consegue ” e assim me transformo na vítima excelente para esta espécie de tortura. Talvez eu seja demasiado inocente para este mundo, as pessoas são tão cheias de ideias engenhosas na eterna procura de alguma coisa escondida numa palavra ou noutra e não pensam senão nos meios que se servem para atingirem essa descoberta. Exageram, espremem o mais que podem e esquecem os seus princípios...eu nunca esqueço os meus. Nesta manhã a minha visão parou numa senhora muito idosa que atravessava a rua de braço dado com outra senhora de meia idade. A mais velha rondava os 80 anos, se me aproximasse da senhora e lhe perguntasse com todo o respeito que as suas rugas lhe dão , que significado teria a vida provavelmente mostraria um olhar vago de quem se tenta recordar...mas decerto se lembraria dos filhos enviados para a escola e depois para o mundo...do homem que amou e que provavelmente já se foi...quando a senhora se aproximou sem ter ideia dos pensamentos que estava a ter sobre ela notei um olhar terno...dei um sorriso sem perceber que o tinha feito, a senhora deu outro sorriso de volta. A nossa diferença de idades era igual a uma esperança que eu ainda tinha e uma vida que ela já viveu. Na minha passagem deixou cair um lenço...até o lenço bordado com as suas iniciais mostravam um tempo diferente do meu em que já não se usam. Tinha um perfume o lenço...Apanhei e devolvi-lho pondo-lhe na mão dela segurando-a com as minhas duas mãos...ela colocou a outra mão por cima da minha e ficamos assim segundos...sorrimos uma para a outra...notei a sua mão fria pela idade e a minha quente pela minha juventude. Foi um momento de bondade, de generosidade em que a senhora não imagina o quanto a sua mão fria aqueceu o meu coração...tenho a certeza que a minha mão quente lhe mostrou que ainda existe generosidade na juventude actual tão fria no seu todo. Na porta ao pegar no guarda chuva olhei para trás e levantei a mão em sinal de aceno de despedida...a senhora com a mão trémula na sua vitalidade diminuída pelos oitenta anos levou a mão á mão à boca em sinal de um beijo esvoaçado. Saí e respirei fundo, fechei os olhos por momentos a sentir o vento na minha face ao pensar na linda senhora que encontrei num acto genuíno de bondade mútua... esta senhora sim ..ia gostar de ouvir...sem correntes ...alguém que já subiu ao topo do mundo e teve a vida majestosamente a seus pés...
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Fim de semana...tive uma semana difícil..a idéia de fim de semana parece-me bem. Gosto do fim do dia de 6ª feira...o caminho de volta a casa é o meu momento de paz. Não penso em absolutamente nada apenas me deixo ir e descanso a mente. Descanso a mente duma pessoa ardilosa e astuta, potencialmente má com que lido todos os dias. Porque me deixo afectar? Porque lutei, fui incompreendida, julgada, mas tinha a esperança que um dia ia ficar com a sensação de dever cumprido, de protecção...quem gosta cuida, o meu pai sempre o disse.Tentei cuidar dele e a pessoa que um dia sei que o vai prejudicar mas esqueci-me de cuidar de mim...quase tão bem como ele também se esqueceu de mim e defendia apenas a ela.Só eu sabia o que ela fazia...e esse conhecimento levou-me apenas num caminho penoso e de discussões azedas. Por vezes ele discutia comigo duma forma tão cruel que decidi deixá-lo antes que fosse tarde demais e me danifica-se mais por dentro.
Esta semana tentei novamente, mais uma vez explicar-lhe mesmo sabendo que não me ia levar a lado nenhum...de facto não levou...hoje tudo voltou ao mesmo. Ela tem um certo poder sobre ele que tanto ela se gaba e que não consigo entender...e a minha perspectiva era tudo menos animadora. Mostrar-lhe a pessoa que ela é foi um caminho ingrato, duro e sinto que para nada. Trata-me como se tivesse perdido a lucidez e a razão quando no fundo sou a única lúcida. Não vê que ela é um demónio simpático que tenta destruir a imagem dele perante os meus olhos...dói ver como ele a ajuda nisso sem perceber. Faz me perder a vontade de erguer a voz seja para o que for. Sinto que é cruel ...que será sempre assim...que lhe dará sempre o que ela entender nem que seja apenas uma palavra, ele não consegue não fazê-lo... e eu? Eu...sinto como se lhe tivesse que pedir para me deixar que lhe conte ...que lhe conte os beijos e as mãos que vai ficar por dar...e o amor que com isto tudo ficou por sentir...pedir para me deixar que lhe conte isto tudo porque é quase como se ele não soubesse contar porque já o esqueceu. Pedir para me deixar que lhe conte as vezes que o esperei, os momentos em que o quis, a quantidade de minutos que pensei nele porque ainda me lembro de o amar e ainda me lembro de tudo para contar. Sinto que ele se esqueceu e talvez não o saiba contar tão bem como eu. As palavras daquele demónio sempre foram tão melhores do que as minhas para ele, convidei-o para viver dentro de mim...sempre que ela me tenta mostrar que ele a quer apetece-me gritar alto mas tão alto para que ele oiça “ sai...vai embora de dentro de mim”. Talvez ele me oiça agora que me sinto mais muda do que alguma vez na vida e onde o sabor dele se foi perdendo nas palavras que ele lhe dedica. Ela usa isso como se fosse um cacto...todos os dias me espeta um espinho. E eu? Eu...nada faço, finjo...finjo indiferença a tanta crueldade...apetece-me dizer-lhe para ele olhar bem para mim ...sem medo...para que não lhe restem dúvidas que é cruel...preferia que me cortasse aos bocados e me atirasse para bem longe de forma a desaparecer pedaço por pedaço da vida dele em vez de me destruir todos os dias um bocadinho em cada situação que enfrento muda...em silencio...em que finjo que nada me dói...e arranco as costuras do meu coração...
É como se acabasse por viver de sobras e acabasse por morrer à fome da sua compreensão... Tentei mostrar-lhe o amor mas não o viu. Não sei a quem atribuir a sua cegueira, se ao seu coração ou a ele. De qualquer forma, ainda que essa incógnita tivesse, em algum momento, sido importante para mim, agora tanto me faz. Estou demasiado cansada para decifrar perguntas sem respostas. Estou exausta de tanto perguntar “ Porquê que a defendes? Porquê que lhe dás razões para ela pensar que não resistes?”
Por vezes sinto-me como que a correr numa maratona, onde a meta nunca aparece e onde há sempre um obstáculo para contornar no caminho e me faz ficar cada vez mais com vontade de me sentar e parar.
Está a deixar-me sentar e parar...por ela...
Esta semana tentei novamente, mais uma vez explicar-lhe mesmo sabendo que não me ia levar a lado nenhum...de facto não levou...hoje tudo voltou ao mesmo. Ela tem um certo poder sobre ele que tanto ela se gaba e que não consigo entender...e a minha perspectiva era tudo menos animadora. Mostrar-lhe a pessoa que ela é foi um caminho ingrato, duro e sinto que para nada. Trata-me como se tivesse perdido a lucidez e a razão quando no fundo sou a única lúcida. Não vê que ela é um demónio simpático que tenta destruir a imagem dele perante os meus olhos...dói ver como ele a ajuda nisso sem perceber. Faz me perder a vontade de erguer a voz seja para o que for. Sinto que é cruel ...que será sempre assim...que lhe dará sempre o que ela entender nem que seja apenas uma palavra, ele não consegue não fazê-lo... e eu? Eu...sinto como se lhe tivesse que pedir para me deixar que lhe conte ...que lhe conte os beijos e as mãos que vai ficar por dar...e o amor que com isto tudo ficou por sentir...pedir para me deixar que lhe conte isto tudo porque é quase como se ele não soubesse contar porque já o esqueceu. Pedir para me deixar que lhe conte as vezes que o esperei, os momentos em que o quis, a quantidade de minutos que pensei nele porque ainda me lembro de o amar e ainda me lembro de tudo para contar. Sinto que ele se esqueceu e talvez não o saiba contar tão bem como eu. As palavras daquele demónio sempre foram tão melhores do que as minhas para ele, convidei-o para viver dentro de mim...sempre que ela me tenta mostrar que ele a quer apetece-me gritar alto mas tão alto para que ele oiça “ sai...vai embora de dentro de mim”. Talvez ele me oiça agora que me sinto mais muda do que alguma vez na vida e onde o sabor dele se foi perdendo nas palavras que ele lhe dedica. Ela usa isso como se fosse um cacto...todos os dias me espeta um espinho. E eu? Eu...nada faço, finjo...finjo indiferença a tanta crueldade...apetece-me dizer-lhe para ele olhar bem para mim ...sem medo...para que não lhe restem dúvidas que é cruel...preferia que me cortasse aos bocados e me atirasse para bem longe de forma a desaparecer pedaço por pedaço da vida dele em vez de me destruir todos os dias um bocadinho em cada situação que enfrento muda...em silencio...em que finjo que nada me dói...e arranco as costuras do meu coração...
É como se acabasse por viver de sobras e acabasse por morrer à fome da sua compreensão... Tentei mostrar-lhe o amor mas não o viu. Não sei a quem atribuir a sua cegueira, se ao seu coração ou a ele. De qualquer forma, ainda que essa incógnita tivesse, em algum momento, sido importante para mim, agora tanto me faz. Estou demasiado cansada para decifrar perguntas sem respostas. Estou exausta de tanto perguntar “ Porquê que a defendes? Porquê que lhe dás razões para ela pensar que não resistes?”
Por vezes sinto-me como que a correr numa maratona, onde a meta nunca aparece e onde há sempre um obstáculo para contornar no caminho e me faz ficar cada vez mais com vontade de me sentar e parar.
Está a deixar-me sentar e parar...por ela...
As histórias de amor deviam ter sempre um final feliz.
Melhor, o amor nunca deveria ter fim.
Talvez ainda melhor, quem se ama não devia ter medos.
Melhor melhor, era não haver amores não correspondidos.
E ainda melhor que melhor, era eu estar perto de ti.
De mãos coladas a ti.
De lábios selados nos teus.
De olhos perdidos nos teus.
De corpo enrolado no teu.
De alma presa na tua.
De pensamento cruzado no teu.
De respiração dependente da tua.
Melhor era eu ter-te aqui agora.
Era eu amar-te e ser amada.
Desejar e ser desejada.
Olhar e ser olhada.
Tocar e ser tocada.
Beijar e ser beijada.
Melhor, mas ainda muito melhor era eu acreditar em ti.
E ainda melhor era tu fazeres com que eu acredite ...
Melhor seria se eu ainda acreditasse...
Em amores correspondidos.
Em amor sem distãncias.
Em mãos coladas.
Em almas presas.
Em corpos enrolados.
Em mim.
Em ti.
Em nós.
Melhor, o amor nunca deveria ter fim.
Talvez ainda melhor, quem se ama não devia ter medos.
Melhor melhor, era não haver amores não correspondidos.
E ainda melhor que melhor, era eu estar perto de ti.
De mãos coladas a ti.
De lábios selados nos teus.
De olhos perdidos nos teus.
De corpo enrolado no teu.
De alma presa na tua.
De pensamento cruzado no teu.
De respiração dependente da tua.
Melhor era eu ter-te aqui agora.
Era eu amar-te e ser amada.
Desejar e ser desejada.
Olhar e ser olhada.
Tocar e ser tocada.
Beijar e ser beijada.
Melhor, mas ainda muito melhor era eu acreditar em ti.
E ainda melhor era tu fazeres com que eu acredite ...
Melhor seria se eu ainda acreditasse...
Em amores correspondidos.
Em amor sem distãncias.
Em mãos coladas.
Em almas presas.
Em corpos enrolados.
Em mim.
Em ti.
Em nós.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Escrevo sobre imensa coisa , já escrevi algures por aqui algo sobre “M e os seus homens” de onde retiro uma frase ...” M e os seus homens...o facto é que vivo rodeada deles e não desgosto. Um dos homens da minha vida é o meu pai, dedico-lhe com o maior prazer e alegria grande parte do meu tempo...segue-se o cunhado, o tio, o sobrinho...os amigos (na sua maioria homens)...” mencionei algures também o “passado” e as abstenções...neste momento apenas um vestígio duma abstração, na altura já o era.Volto ao tema porquê? Porque hoje disseram-me “ Posso ser tendencioso?tens amigos homens a mais... devias ter mais amigas mulheres, mas tu detectas bem quem é teu amigo e quem te quer ...ora tu sabes..e mantens a postura ” sorri de forma automática... Se fosse outra pessoa a dizê-lo provavelmente aborrecer-me-ia...mas era um amigo de anos que sei que quer sempre o meu bem! Fiz questão de dizer que encarava-os como mulheres. Desculpem a comparação amigos machos, mas é o que sinto de facto. Amigas, sim tenho...contam-se pelos dedos...2, não gosto das mulheres, embora adore estas 2, talvez porque não são como a maioria. Homens...deixem-me cá contar...alguns...com o valor incontornável da particularidade, cada um com a sua personalidade. Tenho que acrescentar mais um, também amigo, não só e muito menos apenas, numa vertente mais amorosa é claro, com um valor ainda mais incontornável, sinto por isso alguma dificuldade em explicar como é que ele sendo uma só pessoa pode produzir tantos sentimentos diferentes. É facilmente detectável no meio, por exemplo de 15 homens quem são os que gosto realmente, pela forma como os recebo, pela forma como os encontro, pela cumplicidade com que lhes falo. Compenso sempre quem me retribui. Reduzindo ainda mais o círculo facilmente seria detectável no meio desses amigos, “ele” ...mais do que um amigo...a forma de o receber é ainda mais diferente, também me é difícil explicar como, embora tenha plena consciência do sentido do que penso.Com os meus amigos cada contacto, cada encontro ocasional ou não revela-se sempre num acontecimento, com o “ mais do que amigo” tudo ganha uma dimensão estonteante que me encoraja a dizer e a fazer coisas inconfessáveis...isso não faço com os amigos. Sinto-me totalmente adaptada ao mundo masculino e salvo as excepções que mencionei, o mundo feminino parece-me deformado, totalmente fora da realidade mundana onde são raras as mulheres reais. Os amigos protegem-me paternalmente, recebem com muito gosto quem me trata bem, divertimo-nos como putos juntos. Contam-me tudo sobre o universo feminino que os ronda pois sabem que sou crítica para o bem e para o mal das mulheres, se eu justificar uma atitude feminina é porque realmente foram parvos dizem eles. Neste aspecto é como tudo o resto na vida, depende do ponto de vista e todos são diferentes do meu, tento apenas mantê-lo como sempre foi, límpido e claro sem a pretensão de ser guia de coisa alguma. Para o “mais do que amigo” sou apenas mulher com todo o conceito que isso engloba, tentando mostrar uma clara perspectiva da realidade do que ele vê. Isso não sou para os amigos...com ele sou algo mais...mas ele nunca viu...nunca vê...
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Sepultei os teu solhos dentro dos meus,
Quando me olho vejo-te
Sepultei a tua voz na minha mente,
Ela atordoa-me , encanta-me...
Sepultei o teu toque na minha pele,
Sinto o arrepio , o teu perfume...
Sepultei o teu beijo nos meus lábios
Toco-lhes e sinto a suavidade dos teus...
Sepultei o teu abraço no meu corpo,
Fortaleceu-me como uma armadura
Sepultei todas as tuas palavras ,
São como uma melodia encantada,
Que vai tocando , tocando...
Sepultei o teu sorriso límpido,
Escraviza-me ,faz-me rogar por ele
Tal qual oração a um anjo
Sepultei a tua beleza na minha memória
Ela assalta-me , derruba-me...
Sepultei a tua dor no meu peito,
Craveja-me como pregos penosos...
Sepultei a tua pele branca e ainda quente ,
Sepultei-a no meu mundo frio...
Sepultei todo o teu fogo e desejo,
Na camãra ardente do meu pensamento...
Sepultei a distãncia , o céu que nos cobre
Transformamo-nos num só
Pois amor sepultei-te no meu peito...
Quando me olho vejo-te
Sepultei a tua voz na minha mente,
Ela atordoa-me , encanta-me...
Sepultei o teu toque na minha pele,
Sinto o arrepio , o teu perfume...
Sepultei o teu beijo nos meus lábios
Toco-lhes e sinto a suavidade dos teus...
Sepultei o teu abraço no meu corpo,
Fortaleceu-me como uma armadura
Sepultei todas as tuas palavras ,
São como uma melodia encantada,
Que vai tocando , tocando...
Sepultei o teu sorriso límpido,
Escraviza-me ,faz-me rogar por ele
Tal qual oração a um anjo
Sepultei a tua beleza na minha memória
Ela assalta-me , derruba-me...
Sepultei a tua dor no meu peito,
Craveja-me como pregos penosos...
Sepultei a tua pele branca e ainda quente ,
Sepultei-a no meu mundo frio...
Sepultei todo o teu fogo e desejo,
Na camãra ardente do meu pensamento...
Sepultei a distãncia , o céu que nos cobre
Transformamo-nos num só
Pois amor sepultei-te no meu peito...
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Continuo a considerar estranha a natureza do homem e por sua vez a minha natureza. Os seres humanos são tão cheios de dualismos, ou então se não o são conseguem pensar de formas diferentes para depois se tornarem novamente os dualistas do sim e não. Hoje um facto menor fez me reflectir sobre o que guardo das pessoas. Talvez aos olhos de outra pessoa aquilo não assumiria qualquer importãncia.O meu cérebro associa perfumes a pessoas...senti o cheiro do mar à noite na Foz do Douro e por uns instantes revivi momentos...sorri espontaneamente mas reconheço que uma lágrima caiu. Ali naquele local fui feliz durante todo um percurso de vida. É o local mais especial da minha existência e sempre que vou lá sinto-me diferente. Sempre que quero tomar alguma decisão é lá que me encontro. Viver e esquecer...alguém me disse um dia, o que foi realmente importante nunca esqueço, vivo apenas atordoada pelos novos dias que me surgem e guardo no meu íntimo algo que vai sendo enterrado cada vez mais fundo com o passar do tempo. É verdade que com o correr dos dias existem pormenores que me esforço por reter na memória mas o mais importante floresce do nada. Fiquei alguns momentos assim, a sentir o odor no ar de olhos fechados e naquele momento não havia qualquer razão válida para me fazer voltar à "superfície". Vi-me aos cinco anos a correr por aquele jardim de encontro ao meu pai, vi-me adolescente e a viver todas as novas experiências e vi-me hoje tão sedenta de tudo e sedenta de nada. Sedenta de tudo o que vivi e sedenta de nada por saber que não viverei mais nenhum daqueles momentos e apeteceu-me ficar ali indefinidamente. Quase que me poderia ter transformado em pedra de tão vazia que me senti de ideias, emoções ou vontade. De repente o meu mundo deixou de ser o mesmo, tudo mudou ...eu mudei...mas como pode tudo mudar num abrir e fechar de olhos? Aquele lugar até pode ser apenas um lugar sossegado e inofensivo mas o cheiro que a brisa trazia no ar em cada inalação fez-me sentir terrivelmente triste. O mundo em que habito nada foi mais do que a reflexão da imagem do meu interior. Senti-me perdida pela primeira vez e senti necessidade de me livrar de tudo...nascer de novo tão nua como no dia em que saí dum ventre reduzida apenas a um futuro. Senti-me perdida é verdade...mas nada como me perder e encontrar-me para depois olhar para mim e ver uma nova mulher todos os dias.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Saí com a sensação de que tudo está tão fodido à minha volta...sem dúvida o pior ano da minha vida...tinha de sair de casa, respirar, ver gente....mas a rua tinha gente a mais.Dentro de mim raiva de mim mesma...raiva eu nem sabia bem do quê. Sentei-me e tomei café enquanto pensava que o homem que me ama é um fantasma, existe mas não o vejo...o homem que amo é impossível...mas até chegar ali onde estava, cada homem que buzinava, cada homem que me olhava na rua despertava-me mais raiva ainda. Ainda no café pensava na fase que atravesso...todos os dias tenho que ter uma força e uma fé diferente numa altura em que perdi a fé em tudo e toda a gente espera que seja a miss perfeita do costume. Foda-se estou farta de o ser! A minha garganta estava tão justa que nem consegui engolir o café....olhei em frente e vi entrar o homem mais bonito que alguma vez tinha visto. Baixei o olhar afinal era apenas um gajo...até que oiço uma voz por trás de mim “ o que é que uma mulher com esse perfume, com esse cabelo lindo faz a esta hora aqui sozinha e tão triste?”...olhei por cima do ombro e não pestanejei ...se o fizesse caíria ali uma lágrima em frente a um estranho. Ele olhou para mim e disse “chamo-me Vasco, os seus olhos estão tão tristes, consigo sentir toda a sua tristeza, falar ajuda” ...tornei a olhar em frente, limpei com a mão a lágrima que caíu e deixei em cima da mesa o dinheiro do café. Ao sair olhei para trás, ele tinha ficado a olhar para mim ...era realmente lindo de morrer, talvez devesse voltar para trás, envolver-me sem sentir. nada..libertar toda a raiva da vida que sentia naquele momento com um homem que iria querer livrar-me no minuto a seguir ...seria tão fácil....pensei “não tens sequer comparação com o homem que amo” ... não tinha o olhar terno, os lábios doces...o abraço onde me sentia pequenina e protegida...não tinha o som do sorriso que adoro, como eu gosto de ouvir e sentir que aquele homem ri e sorri...não tinha nada do homem que eu amo...nem eu o tinha...nunca teria...
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Enquanto te olhava....
Hoje olhei para ti uma vez de frente...bem de frente...não reparaste mas eu olhei para ti muitas vezes durante aqueles minutos.” Respondi”o melhor que pude, o melhor que o meu coração deixou, queria falar contigo, ou até mais do que isso, abraçar-te, para mim era mais do que suficiente...não te olhei mais porque não queria cometer nenhuma extravagancia emocional comigo própria. Até o teu cheiro eu conseguia sentir a metros de distãncia. Depois de te ter conhecido e teres entrado em mim de forma tão profunda é-me difícil estar perto de pessoas normais, habituei-me à tua estranheza...à tua falta de banalidade. O que é que eu vi enquanto te olhava? Para além de várias coisas ...senti uma paz enorme. Não sei se algum dia alguém gostou de ti dessa forma ou se eventualmente nunca to disseram...eu senti paz por te ver ...sorri até...porque gosto de ti assim...de forma pura...totalmente desprovida de tudo...por seres tu...como és...sem querer assustar...sem fazer por assustar..., como uma planta ou uma flor que queremos cuidar com muito carinho para não murchar e perder toda a beleza que conseguimos ver.
Sempre fui uma mulher forte, tu...sempre foste mais forte do que eu...admirava-te por isso...quanto mais forte eras mais fraca me tornavas...tiveste um dom que nunca ninguém teve e dava-me um enorme prazer dar-te o melhor de mim. Quando me chamavas à razão dalguma coisa a minha vontade era encher-te de beijos, fazer-te uma vénia que normalmente faço a quem respeito, não porque me estavas a chamar à atenção mas porque até isso em ti é lindo. Para gostar dum homem sempre to disse, tinha de admirá-lo como pessoa...admiro-te...
E se algum dia tiver que te deixar por achar que é o melhor para ti assim o farei...porque dá-me prazer sentir ou ver-te ...bem...feliz...em paz...
Sempre fui uma mulher forte, tu...sempre foste mais forte do que eu...admirava-te por isso...quanto mais forte eras mais fraca me tornavas...tiveste um dom que nunca ninguém teve e dava-me um enorme prazer dar-te o melhor de mim. Quando me chamavas à razão dalguma coisa a minha vontade era encher-te de beijos, fazer-te uma vénia que normalmente faço a quem respeito, não porque me estavas a chamar à atenção mas porque até isso em ti é lindo. Para gostar dum homem sempre to disse, tinha de admirá-lo como pessoa...admiro-te...
E se algum dia tiver que te deixar por achar que é o melhor para ti assim o farei...porque dá-me prazer sentir ou ver-te ...bem...feliz...em paz...
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Lembrei-me duma frase..."as palavras não têm significado perante os gestos, é incrível como sempre vivi apenas das palavras".Sempre achei que as palavras vivem no mundo do vazio emocional e que os gestos fazem parte de nós, do que realmente sentimos. A descrição de algo através das palavras pode ter um carácter frio enquanto que as acções vivem em nós e são transportadas para o exterior de forma suave com um trago de intensidade. Como eu prefiro um toque, um sorriso, um abraço a um "amo-te"! As palavras detêm-nos de forma fria...os gestos despertam-nos a impetuosidade, a intensidade. Tudo o que fica gravado na minha memória a fogo são as atitudes, os gestos...o toque...o olhar...as palavras seguramente vos digo que as esqueço facilmente. Mesmo que as tivesse escrito em algum lado fiz por perder os apontamentos algures...através dos gestos vivi o que um mortal demoraria anos e anos a viver. Do mesmo modo que algumas coisas que registei por escrito são imperecíveis e não são mais do que puros resultados ou reflexos de gestos. Quantas vezes já fizemos o queseria inconfessável numa palavra só? Quantas vezes já fizemos amor sem dizer"Amo-te" quando no fundo é o que se sente? Porque o gesto de fazer amor, a junção física é o enlace na sua descrição mais nua e límpida...não há necessidade de haver palavras ...mostra-se!Através do toque dos corpos mostra-se o amor, o desejo e até mesmo a raiva e a desilusão. Todas estas emoçoes juntas e reflectidas nesta situação são deliciosamente explosivas...ditas são incrivelmente conflituosas.Uma mulher inerte, só, com o seu cigarro pode dizer imensas coisas apenas com o gesto e olhar perdido...através da forma como expele o fumo. Podemos fugir das palavras mas fugir dos gestos é preciso astúcia...as palavras levam-nos a todos os caminhos mas sem o gesto que complementa o que a boca expele o único caminho é o vazio. É através dos gestos que ultrapassamos todas as provações. Qual será a maior provação?Dizer a um amor " não te amo mais" ou virar as costas ao mesmo? Na minha opinião o virar de costas reforçado pela resignação tem mais poder...dizer não te amo mais é fácil...demasiado fácil. As palavras transformam-se em vestígios e o toque das acções fica-nos cravadas na pele. Quantas vezes não levamos as pontas dos dedos aos lábios enquanto fechamos os olhos e pensamos no acto mudo do beijo? A excitação interior, o espírito em revolta deste gesto não terá mais força do que a lembrança do tempo em que pedimos "beija-me"? Experimentem fazê-lo...perceberão que este gesto exige coragem , imaginação...quanta ousadia e humildade é precisa para conseguirmos rasgar de dentro de nós a memória deste toque e de tudo que nos permite sentir...não há consolo ou alívio quanto ao que nos provoca a ilusão dos sentidos dos gestos. Os actos importantes não são ruidosos, gritados ou falados! Quando fechamos os olhos todos os nossos pensamentos eclodem num motim...de que nos lembramos de nós ? De palavras? Claramente que não! Uma mulher que soluça no escuro é uma mulher que pede amor...sem palavras...pede um gesto...que aqueles soluços sejam silenciados por um abraço...Permito-me portanto e com toda a clareza possível mudar as palavras de lugar quanto à primeira frase exposta, num gesto simples que descoordena as palavras ..." os gestos tiram todo o significado das palavras...é incrível como conseguiste viver apenas de palavras quando tudo o que vejo reside apenas nos teus gestos ...."Poderia dizer aqui que sinto a falta de alguém.... O meu gesto já o demonstrou claramente,prefiro tocá-lo de forma profunda e calada sem uma única palavra. O resto que poderia ser dito não importa...eu sei porque o vejo e sinto. Mas por enquanto as palavras é o que me pode dar, que me vão confortando...na espera do seu gesto....do seu toque calado. Por enquanto vou dizendo " amo-te" à espera que tu me cales e me deixes apenas amar-te ...como deve ser...com a alma e com o corpo...
terça-feira, 31 de agosto de 2010
As palavras que nunca te direi....
As perguntas que nunca te farei....
Hoje ao fim da tarde uma simples pergunta como “ ó S. Deve estar cá com uma dor de cotovelo” foi o suficiente para ela afirmar enquanto olhava para mim em tom de provocação “ eu não, mas há alguém que não tarda vai estar mas porquê?”o colega referia-se simplesmente ao futebol. Mas não perdeu a oportunidade de me provocar mais uma vez. Todos os dias há uma coisa diferente, todos os dias sinto vontade de me levantar e falar mais alto...mas não posso. Ela sabe disso, não tem nada a perder e sabe que eu tenho.Enquanto isso a colega da frente perguntou-me “ é de mim ou ela anda atrás de alguma coisa contigo?”. Não respondi...mais uma vez...mais uma vez entre outras tantas...ela espezinha-me dia após dia. Eu fraca...impotente...não posso levantar a voz e dizer seja o que for. Desci e encostei-me na porta no wc, encostei a cabeça para trás e fechei os olhos...as lágrimas correram enquanto pensava que não aguento mais. E sofro ali calada...todos os dias...e tu deixas...deixas que ela me afaste de ti...não me ajudas...defende-la dia após dia...minuto após minuto. Dizes-me coisas que nunca na vida ouvi...nem ali...de ninguém...
Eu sempre te protegi...nunca em nenhum momento te expus...amar alguém é isso...é cuidar ainda que de longe...não entendo porque lhe escreveste tu aquelas coisas...porque deixaste que ela to escrevesse a ti...agora ela dá cabo de mim porque pode...eu não posso. Devias ter cuidado com mulheres que não têm muito a perder...que se escondem por detrás duma cara de santa quando efectivamente não o são.
Devias cuidar de quem te ama e sorri só por te ver...que não levanta um dedo para te prejudicar. Devias cuidar de mim....ainda que desgastada e mesmo a ouvir o que oiço não desisto de te defender.
Enquanto isso sinto-me a definhar por todos os lados...sem poder fazer nada...enquanto tu ajuda-la a fazer-me sentir humilhada...enquanto a vida me maltrata.....
Devias cuidar de mim...eu que tanto faço por cuidar de ti...
Hoje ao fim da tarde uma simples pergunta como “ ó S. Deve estar cá com uma dor de cotovelo” foi o suficiente para ela afirmar enquanto olhava para mim em tom de provocação “ eu não, mas há alguém que não tarda vai estar mas porquê?”o colega referia-se simplesmente ao futebol. Mas não perdeu a oportunidade de me provocar mais uma vez. Todos os dias há uma coisa diferente, todos os dias sinto vontade de me levantar e falar mais alto...mas não posso. Ela sabe disso, não tem nada a perder e sabe que eu tenho.Enquanto isso a colega da frente perguntou-me “ é de mim ou ela anda atrás de alguma coisa contigo?”. Não respondi...mais uma vez...mais uma vez entre outras tantas...ela espezinha-me dia após dia. Eu fraca...impotente...não posso levantar a voz e dizer seja o que for. Desci e encostei-me na porta no wc, encostei a cabeça para trás e fechei os olhos...as lágrimas correram enquanto pensava que não aguento mais. E sofro ali calada...todos os dias...e tu deixas...deixas que ela me afaste de ti...não me ajudas...defende-la dia após dia...minuto após minuto. Dizes-me coisas que nunca na vida ouvi...nem ali...de ninguém...
Eu sempre te protegi...nunca em nenhum momento te expus...amar alguém é isso...é cuidar ainda que de longe...não entendo porque lhe escreveste tu aquelas coisas...porque deixaste que ela to escrevesse a ti...agora ela dá cabo de mim porque pode...eu não posso. Devias ter cuidado com mulheres que não têm muito a perder...que se escondem por detrás duma cara de santa quando efectivamente não o são.
Devias cuidar de quem te ama e sorri só por te ver...que não levanta um dedo para te prejudicar. Devias cuidar de mim....ainda que desgastada e mesmo a ouvir o que oiço não desisto de te defender.
Enquanto isso sinto-me a definhar por todos os lados...sem poder fazer nada...enquanto tu ajuda-la a fazer-me sentir humilhada...enquanto a vida me maltrata.....
Devias cuidar de mim...eu que tanto faço por cuidar de ti...
Algo em que pensar....
Quando não se tem mais nada para fazer, até poderia ser. Mas de facto achei o que vou descrever a seguir tão sincero, frontal, sem paneleirices ou subterfúgios ...como eu gosto...que fixei letra por letra, quando algo me atrai intelectualmente consigo fixar as coisas duma forma que até me surpreende.. Passo a explicar...ontem estava a ver um filme sem prestar muita atenção no seu conteúdo até que o personagem num monólogo começou a dissertar sobre uma pessoa que tinha conhecido ( vou tentar ser o mais fiel possível por isso perdoem-me a linguagem):
" todos os dias ela me encanta um bocado mais, perigosamente, não sei bem o que sinto, talvez a ame mas há momentos em que penso ...que se foda é apenas físico, gosto de estar com ela, faz-me sentir homem, quase amado, é bom sentirmo-nos amados ainda que seja apenas um quase...sei que ela pensa e sente o mesmo o que me perturba... pois embora eu quase a ame, embora hajam dias em que penso que é apenas físico, gostava que ela me amasse realmente...jogo perigoso este. Custa-me pensar que ela partilha a sua intimidade com outra pessoa e a mim apenas me dá o seu corpo, não é a mim que me trai mas sinto-me traído todas a noites. Sinto-me traído e orgulhoso acho...orgulhoso porque acho que ela quase me ama, é bom ser quase amado por uma mulher como ela, faz-nos sentir o primeiro e único dos homens de forma quente em que nos dá tudo numa hora e pensamos... que se foda gosto de estar com ela, e fico na dúvida se ela quase me ama graças ao desembaraço com que me fode.Gosto da forma como me dá o seu corpo, quero mais vezes o seu corpo... apenas isso... não quero que me ame.Mas ela deixa-me logo a seguir...sempre... sinto-me vazio pois o que poderia ser inicialmente uma boa foda...dar e receber ...tornou-se num jogo perigoso em que a amo e pensar que possivelmente para ela é mais fácil encarar-me como alguém que gosta de estar físicamente...dói...pois eu gostaria que ela quase me amasse...sinto-me traído todas noites...embora eu goste de pensar que para mim não passa duma boa foda.Mas não é isso, eu amo-a realmente"
Não sei o nome do filme...não sei quem é o argumentista...
Apenas sei que entendo...
" todos os dias ela me encanta um bocado mais, perigosamente, não sei bem o que sinto, talvez a ame mas há momentos em que penso ...que se foda é apenas físico, gosto de estar com ela, faz-me sentir homem, quase amado, é bom sentirmo-nos amados ainda que seja apenas um quase...sei que ela pensa e sente o mesmo o que me perturba... pois embora eu quase a ame, embora hajam dias em que penso que é apenas físico, gostava que ela me amasse realmente...jogo perigoso este. Custa-me pensar que ela partilha a sua intimidade com outra pessoa e a mim apenas me dá o seu corpo, não é a mim que me trai mas sinto-me traído todas a noites. Sinto-me traído e orgulhoso acho...orgulhoso porque acho que ela quase me ama, é bom ser quase amado por uma mulher como ela, faz-nos sentir o primeiro e único dos homens de forma quente em que nos dá tudo numa hora e pensamos... que se foda gosto de estar com ela, e fico na dúvida se ela quase me ama graças ao desembaraço com que me fode.Gosto da forma como me dá o seu corpo, quero mais vezes o seu corpo... apenas isso... não quero que me ame.Mas ela deixa-me logo a seguir...sempre... sinto-me vazio pois o que poderia ser inicialmente uma boa foda...dar e receber ...tornou-se num jogo perigoso em que a amo e pensar que possivelmente para ela é mais fácil encarar-me como alguém que gosta de estar físicamente...dói...pois eu gostaria que ela quase me amasse...sinto-me traído todas noites...embora eu goste de pensar que para mim não passa duma boa foda.Mas não é isso, eu amo-a realmente"
Não sei o nome do filme...não sei quem é o argumentista...
Apenas sei que entendo...
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Pronto...já que é para continuar isto, “ sem proibições” vamos lá seguir para bingo e descomprimir. Hoje deu –me para coisas típicas de gaja. Ou pelo menos de gaja normal. É que nós gajas graças ao Verão “ sofremos um bocado”. Senão vejamos...Soutiens sem alças ou então com alças invisíveis mas daquelas que se encaixam de forma a que o soutien sirva para camisolas sem alças, sem costas......sim senhora são giros, não se notam mas existe sempre um momento ou outro em que a alça sai e o que é que acontece? Fica tudo muito solto e lá tentamos nós de forma muito disfarçada...tentar...eu afirmo novamente...tentar ....colocá-la no sítio sem que se veja nem um bocadinho. E acontece outra vez...e outra vez...até que pensamos “ok vou tirar o soutien” ...mas ...e se depois dá aquele ventinho, ou então ligam o ar condicionado? ....é melhor não, então decidimos tirar as alças e quando andamos o que não abanava começa a abanar porque está livre, ok “elas” gostam da liberdade , nós gostamos, o mundo também mas porque não devemos e sentimo-nos mal tornamos então a colocar o soutien conforme estava e passamos o dia nisso...A mim irrita-me, mas paciência ser gaja tem destas coisas. Depois existem os decotes...também são giros, frescos mas não nos podemos baixar, inclinar, de vez em quando até que falam e olham-nos na cara mas é difícil, o que fazemos nós quando isso acontece? Olhamos também para baixo como senão soubéssemos para onde estão a olhar. Depois existe a preguiça típica do Verão...experimentem espreguiçarem-se depois de horas sentada numa secretária, na boa paz, imaginem...com decote , “elas” empinam...não é bom negócio por isso há que nunca o tirar. É verdade ou não é? Se deixamos cair alguma coisa colocamos a mão no decote para apanhar, depois olhamos para ver se ficou “ tudo” no devido lugar. De repente o estranho vício que as mulheres têm de olhar para o rabiote ao espelho ou quando passam numa montra é substituído pelo “olhar para as mamas.” Sentimo-nos bem...sentimo-nos mulheres...adoramos as nossas mamas, os nossos decotes e vivemos perfeitamente bem com todos estes contratempos. Não venham dizer que mamas é um termo brejeiro...é um termo científico, médico, o que deve ser. E agora se me permitem espreguiçar...como deve ser..., sem decote,sem soutien, livre, empinando-as o quanto me apetecer...da forma que me apetecer, à gaja...até porque ninguém está a ver....
domingo, 22 de agosto de 2010
Um dia respondi a um questionário da “ Sonho Azul”...se eu fosse uma palavra...respondi “Seria a palavra Adeus ...é uma palavra que digo todos os dias a mim própria.”. Para mim dizer adeus a alguém é tão difícil quanto dizer olá. O que é que mudou desde essa pergunta? Nada. Continua a ser difícil dizer ambas. Quando as digo, faço-o após muita reflexão, demoro é um facto mas após ter motivos suficientes que me movam a isso faço-o, digo a mim própria uma palavra que me é muito característica “ Siga!”...aplico-a em muitas fases da minha vida. Ainda voltando à música que falei mais abaixo muito ambígua, cheia de duplicidade esta música. Alegra-me... incrível como uma música triste me pode alegrar. Oiço-a neste momento e quem me vir pensa que sou doida, outra pessoa ficaria deprimidíssima ...eu não. Abano a carola ao ritmo, canto-a...chamo-lhe o meu espírito “zen”, quando “baixa”, a forma como encaro as coisas faz-me rir, sorrir, brincar ...no fundo a ser eu.Por exemplo, sou daquelas pessoas que não usa a lista telefónica do telemóvel. Memorizo facilmente tudo e a minha mente parece quase as páginas amarelas. Quando ligo para alguém digito os números, logo, não tenho os nomes organizados. Por exemplo existe a “Maria 1, Maria 2” etc...grande tontice lá está. O que é que acontece quando uso a lista telefónica ? Engano-me nas sms, nos telefonemas. Uma manhã destas decidi ligar a um amigo que fazia mais um lindo aniversário, tive uma branca( pois é também as tenho)fui à lista telefónica e enganei-me ...desatei a cantar parabéns para ti blá blá blá....quando ouvi “ Olá menina há quanto tempo não ouvia essa voz e essas gargalhadas! É bom saber que ainda faço parte da tua lista telefónica” ...Olhei ene vezes para o visor, não reconheci de imediato a voz, foi uma pessoa a quem nunca me apeteceu dizer olá e a quem disse com facilidade adeus, mas fiquei envergonhadíssima e gargalhei...pedi desculpa mas não sem ser honesta dizendo que não era com ele que queria falar, despedi-me e desliguei. Apaguei o número,voltei a ser eu portanto, no entanto era tão bom ter também uma tecla“ delete” na tola. Tenho tido algumas surpresas nos últimos dias, umas boas, outras muito más nem vale a pena mencionar “ siga” até onde der, outras nem sei...surpreenderam-me porque fiquei mais surpresa comigo mesma o que me levou a questionar algumas coisas, fiquei satisfeita com a resposta final. Tenho um sentido de humor muito próprio e despreocupado. Não é fácil...há que respirar fundo, ir contra as minhas parcas forças muitas vezes. Por isso, hoje Sonho Azul responderia “ seria a palavra Siga e não Adeus.”
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Como podem notar toca por aqui um ritmo diferente do habitual, mais alegre. Ouvi esta música uma noite destas numa altura em que estava a precisar de a ouvir. Poderia ser uma música alegre que me entristece, nos 50 primeiros segundos até que foi mas depois tudo mudou, estava entre os meus amigos de sempre onde posso ser eu, comecei a olhar para cada um deles, tenho grandes amigos, senti o elo incondicional que nos une há mais de uma década, senti-me tão segura no meio deles que era quase impossível não me sentir feliz. Muito pulei com o Hb ao seu som. Apercebi-me que tenho que rir, dançar, sair mais, divertir-me, deixar o amor entrar mais uma vez porque afinal ainda sei sentir graças a um grande senhor que mo ensinou apesar de tudo dos últimos dias, esta vida são dois dias e temos pouco tempo para ser passado a sofrer. E como diz outra pessoa que me é igualmente querida, o Ricardo A." Às pessoas que um dia amamos, às que um dia iremos amar, porque sem amor não se vive! Brindemos à vida, porque somos jovens e vale a pena viver, seja muito ou pouco tempo!"Ergui o meu copo, sem alcool convém frisar, e disse " Assim seja"... seguido dum abraço sentido ao Ricardo.Só eu e ele sabíamos o porquê daquele abraço.
O facto é que tive que arranjar a música ...não consigo evitar ...mexe comigo! :)Encontrei uma música alegre que efectivamente me alegra! Ena!
O facto é que tive que arranjar a música ...não consigo evitar ...mexe comigo! :)Encontrei uma música alegre que efectivamente me alegra! Ena!
sábado, 31 de julho de 2010
Ultimamente tenho ouvido uma voz dentro do meu cérebro, não estou demente, essa voz não é nada mais do que a minha. O espírito que nos anima pode assumir várias formas, algumas semelhantes a anjos, a seres desprezíveis, heróis, cobardes, sem sentimentos ou que preferem não sentir...cada um faz a sua escolha. Hoje acordei completa mas sem par...vi-me no espelho, ainda era cedo...o meu cabelo estava diferente, liso, com um comprimento que os caracóis escondem. Não sei se era eu que estava realmente bonita mesmo ao acordar ou se foi o espírito animador que escolhi que transparecia o que a voz me tem dito nos últimos dias. Adoro o sol da manhã no Verão, a estação do ano que mais gosto...o quente do sol é suave...mal saí senti-o logo na face, no meu corpo... aquele sol lembrou-me que possuo poderes ilimitados que ainda não explorei. Durante esta estação sinto prazer em dar longos passeios pela manhã, comprei o jornal e sentei-me para tomar o pequeno almoço no sítio do costume. As caras eram-me familiares, não sei quantas vezes disse bom dia, não importa...senti como se fosse realmente um bom dia. Ninguém se torna numa pessoa desesperada ou descrente enquanto houver uma réstia de simpatia, de amizade, de amor. Recordo-me da minha primeira impressão do mundo, o mundo era bom mas assustador...hoje sinto o mesmo embora numa ordem diferente...assustador e bom. Apercebi-me que este sentimento naquele momento foi quase sagrado, eu e a minha visão dupla do que foi e do que está para vir. Adorava treinar os meus olhos para uma visão normal...ou não...provavelmente não veria um palmo à frente do nariz...não apreciaria por exemplo este sol como hoje apreciei. Se pudesse capturar as pessoas que estavam à minha volta dentro de mim tal qual almas perdidas só para verem todo o meu interior naquele momento, seriam elas mais amáveis, mais compreensivas quando as libertasse? Que espírito escolheriam elas? Que reteria eu delas antes da libertação? Veria eu culpas? Consciências? Segredos? Que louca que sou! Roubar-me-iam elas o meu segredo sem culpa dentro da minha consciência, iam querer elas ter um segredo que não é mórbido ou maléfico como 80% dos humanos...iam desejar trocar o segredo delas pelo meu...poucas pessoas têm um segredo que as faz sorrir...adocicado..pessoal...num plano ilimitado onde me ensinou que errado é deixar de semear por causa dos pássaros...que posso sentir...acreditar que ainda existe (e repito-me)uma réstia de simpatia, amizade e amor nos outros...talvez seja melhor deixar as pessoas que me rodeiam exactamente onde estão, afinal o segredo é apenas meu e quem não desejaria ter um segredo como o meu?Amanhã será um grande dia...não necessariamente bom ou mau...não o vou poder disciplinar ou subjugar, tenho que me submeter a ele sem argumentar ou demonstrar a minha vontade onde o meu mundo é deixado dentro duma caixa por uns dias. Cheguei a casa, perguntaram-me porque não dormi, porque demorei tanto tempo, se tinha medo...apenas sorri sem resposta, aterrorizada mas sorri e nunca me esqueci de ti...
sexta-feira, 2 de julho de 2010
É por estas e por outras...
Que dou graças a Deus por ter crescido. Eram os anos 80, 1989 mais precisamente, tinha apenas 12 anitos têm que me dar um desconto...mas desta vez um enoooorme....Hoje ao fazer zapping parei no VH1 e porquê? Porque estava a dar isto:
Tinha uma paixoneta pelo Jordan, o da voz aguda de quem entalou a gaita no fecho com um ar muito gayzola, achava-o giro, naquela altura o meu inglês já era jeitosito e sabia as letras todas... e não é que ainda me lembro? Eu tinha um concerto deles em vhs, sabia as coreografias de todas as músicas( principalmente a do step by step) e o catano. Eu imitava a voz fina do Jordan a cantar, delirava com aquilo. Punha o vhs a rolar e cantava e dançava até os meus pais perderem a pachorra. Então o que é que eu fiz? Procurei a step by step no youtube e não é que ainda me recordava dos passos todos também? Quando somos crianças fazemos cada figurinha! Agora com 32 mais ridículo pareceu porque pus toda a gente cá em casa a rir que nem uns desalmados, principalmente os meus pais e primo que se lembravam muito bem da minha nóia com os New Kids on the Block.Com 32 a dar os pulos da Step by step abanou algo na caixa toráxica que na altura não abanava...
Ainda bem que cresci e os meus gostos por gajos mudaram...musicais também...ainda bem que cresci e ganhei juízo.
Mas foi um grande momento lá isso foi ...e lá se ouviram as minhas gargalhadas potentes ...
O concerto que eu tinha era este, bom ...na altura já não gostava de gajos peludos e ... isso é facto consumado.lol
E sim...os meus pais deixavam-me ver isto...lol
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Talvez não saibas...
Vejo-me de repente a pensar em ti. Sempre que me lembro de ti sinto paz, um carinho quente, reconfortante. O teu sorriso, a tua voz profunda e calma ficou gravada nos meus sentidos que conseguem reproduzi-los mentalmente como um filme visto há dez minutos atrás. Talvez não o mostres mas és doce, talvez não o mostres mas és dotado duma inteligência brilhante, talvez não o mostres mas és ponderado e sensato, talvez não o mostres mas és intenso duma forma que apenas mostras a quem queres. Talvez não o mostres mas és honesto duma forma cruel e carinhosa...talvez eu saiba isto tudo porque mo mostras sem pudores ou medos...talvez porque saibas que sou igual...só me mostro a quem quero, a quem tiver coragem de beber esta personalidade minha que poucos entendem. Poucos te entendem também porque te esforças com poucos. Talvez não o saibas mas fazes de mim tudo aquilo que eu sei ser, tudo aquilo que sou. As tuas gargalhadas são como as minhas... estridentes...não te ris sempre... apenas quando o sentes...sorris de uma forma sarcástica tal como eu quando dizes palavras com segundo sentido, talvez não tenhas reparado que o fazes da mesma forma que eu faço...ou talvez tenhas. Talvez não saibas que me abres os olhos para te ver, talvez não saibas que gosto da tua perturbação, faz-te real, humano, como um mar negro que nunca conseguimos ver o fundo. Talvez não saibas que acho sublime o teu ar angelical por cima do homem obscuro que és. Talvez não saibas que quando uma vez olhei para trás e me voltei dando passos à retaguarda apenas porque te queria ver mais uns segundos. Vi-te em slow motion...tens um ar imponente, seguro....talvez não saibas que fechei os olhos e voltei ao caminho que me levou para longe de ti. Talvez tenhas feito o mesmo...ou talvez tenhas feito aquela expressão que apenas fazes para mim ...fria, gélida que é insuportavelmente quente! Talvez não saibas que me assombras ou talvez saibas porque te assombro. Talvez não saibas que sempre que te vejo fico à espera que alguém me salve de ti...porque me tentas dia após dia. Dizer-te o que sinto tentou-me dia após dia...talvez não saibas que no meu peito existe um lugar que nunca conhecerás...fascina-me saber que também assim o há no teu...talvez não saibas que recordo a forma como acendes o cigarro, apeteceu-me tirar-te o cigarro com fúria e morder-te o lábio só pela sensação de frio que me provocaste nas entranhas. Talvez não saibas muita coisa sobre mim...
sexta-feira, 28 de maio de 2010
A Golden do costume
Hoje terão na abertura deste espaço uma música nacional. Ando absolutamente apaixonada por este tema. A sonoridade é calma ...profunda...diferente. Gostei. Em casa o replay foi constante e fez-me sorrir. Algo de muito bom interiorizou-se dentro de mim.. Transmitiu-me uma boa vibe na mulher de vibes que sou. Sou altamente bem disposta por natureza. Não importam as adversidades ...chega a ser irritante o quão bem disposta sou. Chega a ser irritante o quão meiga sou com as pessoas que gosto...o quão inocente e amedrontada que sei ser também. Tenho uns vizinhos novos no último andar...nunca os tinha visto...sei apenas que são dois rapazes na casa dos 30. Hoje antes de ir para casa fui ao supermercado e vinha com alguns sacos. Senti uma presença masculina a chegar à porta do prédio ao mesmo tempo...digo senti porque apenas inalei o perfume não olhei para a face. Abriu-me a porta tal qual um bom cavalheiro...eu apenas disse “muito obrigada”...ficou aquela altura desconfortável à espera do elevador...abriu a porta do elevador e fez me sinal com a mão como que a dizer “faça favor” e que disse eu sem olhar ? “ Muito obrigada...para que andar vai? Eu saio primeiro”. Ao sair disse continuação dum bom dia ,eu apenas disse obrigada mais uma vez . Sempre sem olhar para o sujeito. Pelo perfume sei que o reconhecerei. Era um perfume para mim conhecido, igual ao dele...da tentação......sorri enquanto metia a chave na porta. É uma sensação boa sorrir quando se pensa em alguém só pelo cheiro ... Antes de jantar coloquei a música a tocar e fui tomar um banho antes de jantar. Sinto-me bem...realmente bem. Enquanto me penteava abanava o esqueleto e cantarolava a música sujeita à análise intensiva do meu cão. Levantei-lhe as patas superiores e comecei a dançar com ele e a cantar enquanto ele abanava a cauda contente de tanta atenção. Só por este estado de espírito já valeu a pena todas as vezes que a ouvi. Quem me conhece diz que eu devia ter mais noção do que sou...no fundo não quero ter ...prefiro que não mo digam pois assim corro o risco de perder esta simplicidade que faz parte de mim e que gosto tanto. Tenho medo que se um dia olhar a sério no espelho conforme me pedem perca a humildade e me torne complicada...sisuda. Gosto de mim como sou ...inocente...sem saber mentir...dançar pela casa quando me apetece...rir e brincar com os outros como uma menina que colhe flores num jardim e ri porque acha que nunca viu nada tão bonito...não julgar ninguém...eu nem sei dar um corte a um homem que não quero sem ponderar a forma como o fazer sem ser demasiado dura...Quero continuar a sentir e a viver tudo de forma intensa...Quero estar numa discoteca e dançar conforme me apetece com os meus amigos sem ter que olhar por cima do ombro...quero ser eu...a Golden que vi hoje no espelho...nem consigo ser de outra forma...
sábado, 3 de abril de 2010
Já falta pouco...
Com ele fora fiz tantas coisas que em épocas normais não faço por falta de tempo. Emagreci 3 kg, não porque fizesse por isso mas porque não parei...ou parei por curtos períodos de tempo. Aproveitei para nadar muito, algo que adoro...sempre que acordo ao sábado vou à piscina (onde aprendi a nadar) e nado quase uma hora, tem 15 metros de comprimento e percorro-a dum extremo a outro algumas vezes. O exercício físico e a dança fazem-me pensar ...é uma altura em que penso muito pois não falo com ninguém... é um tempo para mim, para a minha mente e para o meu corpo. Ando estranhamente pensativa. Tenho andado por aí com o pessoal tenho-me divertido é certo, tenho dançado muito, muitos bares, muitas raves, muitas noites sem dormir mas...existe sempre um mas...mas desta vez é um “mas”diferente...toda a gente que me conhece sabe que onde quer que vá volto da forma como vim ...sem envolvimentos, sem curtes, sem grandes ondas. Para mim seria tudo muito fácil, se eu quisesse seria um e depois outro...e com outro...sem sentimentos de culpa. Se eu pensasse desta forma...bom as minhas férias teriam sido muito ocupadas... Dispenso...Aprendi a proteger-me quando não sou protegida. Raras vezes abro a guarda e de repente eis que me vejo a fazê-lo de forma espontãnea... inexplicavelmente penso em alguém todos os dias...inexplicavelmente respiro fundo...inexplicavelmente parece que quando penso nele me vejo. Inexplicavelmente receio e sinto medo de alguém...perturba-me....é um “lugar diferente” que aos poucos se torna num “lugar diverso”, exclusivo e pertinente. Os seus discursos são inteligentes e não isentos de algum tipo de passionalidade que não consigo decifrar. Inflama-me com um certo interesse mental, atraí-me com alguma perplexidade a sua sólida perspicácia intelectual...é como se fosse um íman...ou daquelas pessoas em que olhamos de relance e voltamos a cabeça em fracção de segundos para voltar a olhar...e deixamo-nos estar por uns momentos. Não há dúvida que é pensativo pois é um homem que gosta de pensar metodicamente, não lhe nego qualquer tipo de prestígio quando penso nele pois o seu poder mental é intenso. Deixo-me levar para um mundo de estranheza deliciosamente proibido...com ele sou lúcida e atenta a tudo que diz, é como se fosse uma libertação a que não estou habituada. Não me faz só sorrir...provoca-me aquele sorriso que de tão intenso se forma bem por detrás das pupilas antes dos lábios iniciarem o gesto de sorrir...deliciosamente proibido, assustador...deliciosamente perturbador.E nem de propósito hoje tocou uma música no Kaiser que era mais ou menos isto “Look at me i´m so far away, if you can see me in your dreams would you see me here?Never thought you would be so missed...”
Foi mesmo para gozar aqui com a gaja ou não?
Vou dormir ( algo que já deveria estar a fazer há algum tempo) com esta última interrogação...( tinha que vir o meu sentido de humor ao de cima).
Foi mesmo para gozar aqui com a gaja ou não?
Vou dormir ( algo que já deveria estar a fazer há algum tempo) com esta última interrogação...( tinha que vir o meu sentido de humor ao de cima).
quarta-feira, 24 de março de 2010
Dias e noites
Há dias e noites em que sinto que tudo é uma trapalhada...esforço-me por ser a melhor profissional, a melhor filha, a melhor amiga... até a melhor dona para o meu cão mas há dias e noites que tudo perde o sentido. Há sempre uma ou outra coisa que impulsiona essa perca...às vezes tão insignificante...mas provoca alguma combustão nos meus desejos e assim me apercebo do que me incomoda. E desta forma no meio de toda a minha boa disposição aparece o lado sombrio na minha “vida panqueca” que tem dois lados (não me lembro de quem disse isto mas gostei). Sinto-me sempre longe...muito longe...como se as coisas embatessem de frente comigo mas estou tão longe que não passam dum sonho ruidoso. Desde que voltei de férias que me sinto assim...Não tive uma clara percepção do que realmente se passava em mim até ontem à noite...tenho sido o rosto da pura ingenuidade para comigo própria. Talvez tenha sido até agora o segundo melhor lugar de mim própria...tornei-me orgulhosa embora digna em tudo o que vivi...disso não me lamento...fiz sempre tudo que era possível fazer e muitas vezes fiz o impensável e o incerto...mas era aí que residia toda a beleza da minha vida, da minha pessoa. Hoje estou na inércia...não estou onde quero...no intímo nunca quis e não sinto necessidade de justificar o porquê. Sentia-me realmente encadeada...uma nova onda de sentimentos surgia e provoca-me irritabilidade...todos os sentimentos novos me provocam relutancia, negação. Mesmo assim não querendo estar onde estou cumpro as “ minhas funções” humanas ...isso permite-me ainda sentir, rir, deixar-me ir com a corrente ...mas ...realmente há dias e noites em que alguém fez com que fossem uma trapalhada...
sábado, 20 de março de 2010
Cold - Static X...nem mais....
Seria a banda sonora ideal para alguns pensamentos meus...
Hoje acordei cedo pois não prescindo do pequeno almoço com uma amiga especial...a J. Chovia imenso, tive uma noite miserável, algo que vem a acontecer já há uns tempos e estava com cara de quem mata dez e esfola cinco. Acordei a precisar ...eu nem sei bem do quê. A J. tem sempre uma frase para aplicar no momento certo, somos parecidas em muitos aspectos e tenho um amor imenso por aquela mulher. Não há nada que não faça por ela que não receba em dobro ou vice-versa. Não é só a J., também o Branco e o Ricrdo fazem parte do meu dia a dia e não me vejo sem eles em nenhuma situação. Mas há coisas que só a J. entende pois tem uma largueza de espírito inacreditável. Talvez ela esteja certa...talvez reprima os meus impulsos há demasiado tempo e aja como se tivesse abstraída de tudo. Quando fecho os olhos e sonho, todos esses impulsos explodem num motim que me desconcerta durante o dia pois mesmo acordada apanho-me em flagrante delito. Não posso obrigar o meu coração a sentir algo que não sente só porque é moralmente aceitável pensar nele duma forma afectiva...não ...não é amor nem tão pouco carinho.
Há qualquer coisa nele que me desperta o meu comportamento mais intenso, sensual e por sua vez menos aceitável para mim própria... e que fiz ou faço eu? Nada! Limito-me a içar a sobrancelha e a morder o lábio inferior de canto sem ele notar. Todos os pensamentos “malignos e animalescos” baixam em mim em fracção de segundos...escassos momentos que são um martírio numa viagem incrível sem sair do sítio. O caminho para o céu por vezes passa pelo inferno...diz a J... tem razão... mas aquele ser é demasiado e deliciosamente tortuoso...no entanto não me importaria de me deleitar no seio dessa desgraça. Embora a tenha olhado com ar assustado, mais uma vez talvez a J. tenha razão...é melhor me afastar, uma vez que evito entrar naquelas águas tão turvas que despertam o que de mais frio e quente há em mim, que não têm a ver com a minha forma de ser.
“Flirtar” talvez seja um estado de emergência que exorcize os meus pensamentos da direção dele.
A ele ...vou chamá-lo de “Meu Génio” bom ou mau não sei dizer ...apenas sei que é urgente mudar as feições que faço de forma inconsciente...exorcizar esse espírito que me semi-cerra os olhos...e me tenta dia após dia.
Há qualquer coisa nele que me desperta o meu comportamento mais intenso, sensual e por sua vez menos aceitável para mim própria... e que fiz ou faço eu? Nada! Limito-me a içar a sobrancelha e a morder o lábio inferior de canto sem ele notar. Todos os pensamentos “malignos e animalescos” baixam em mim em fracção de segundos...escassos momentos que são um martírio numa viagem incrível sem sair do sítio. O caminho para o céu por vezes passa pelo inferno...diz a J... tem razão... mas aquele ser é demasiado e deliciosamente tortuoso...no entanto não me importaria de me deleitar no seio dessa desgraça. Embora a tenha olhado com ar assustado, mais uma vez talvez a J. tenha razão...é melhor me afastar, uma vez que evito entrar naquelas águas tão turvas que despertam o que de mais frio e quente há em mim, que não têm a ver com a minha forma de ser.
“Flirtar” talvez seja um estado de emergência que exorcize os meus pensamentos da direção dele.
A ele ...vou chamá-lo de “Meu Génio” bom ou mau não sei dizer ...apenas sei que é urgente mudar as feições que faço de forma inconsciente...exorcizar esse espírito que me semi-cerra os olhos...e me tenta dia após dia.
Alguém sabe onde vai estar o Reynaldo Gianechini hoje à noite?:)Seria um óptimo exorcista....
domingo, 14 de março de 2010
Pensei em ti..e em ti penso sempre...
Não sei se o que me motiva neste blog...a sério que não sei. Por vezes penso que a minha escrita deveria ser mais moralmente controlada...outras muito pelo contrário...inocente, imprecisa e totalmente descuidada. Depende dos dias ....Hoje apetece-me escrever sobre ti e.... sobre ti. Com pouca cautela...a cautela e o controlo é o silencio, será mais um post inocente...se fosse para embarreirar o que penso não o escreveria. Hoje apetece-me escrever sobre a indiferença e súbita atracção por ti e o imenso amor que tenho, não por ti, mas por ti. Tu sabes o que sinto, esperas-me sempre venha eu donde vier...se não estou, sei que sentes a minha ausência ...e eu a tua...Meu Deus como eu sinto a tua ausência ...onde estou é onde te encontram...dás-me alegrias diárias...tantas...tantas...és um bom companheiro, sei que me amas pelo que sou...incondicionalmente. Dependes de mim para tudo...eu dependo de ti pois sem ti já não me vejo, não saberia quem sou. Um dia destes cheguei e não me esperaste...quando olhei para ti, para os teus olhos deprimidos e doentes senti um punhal cravado no peito...nem tirei a mala do ombro...levei-te de imediato com as lágrimas a correr pela face enquanto te dizia pelo caminho “ Ó companheiro...és o meu menino...vou cuidar de ti como sempre....nunca te faltarei!”... enquanto te acariciava devagar quase sem prestar atenção a nada. Sabia que contavas comigo e não te faltei...hoje aqui estás ao pé de mim...francamente melhor...Foi uma passagem duma demonstração do que és para mim...quase que poderia estar a falar de ti...francamente não estou...falo do meu “Little David” que sem vergonhas digo que foi o que de melhor me aconteceu nos últimos tempos...o meu cão. Quanto a ti, objecto da minha atracção...pensei em ti quase o fim de semana todo....tu que és espantoso e improvável tornaste-te num dos temores da minha vida. Anteriormente ansiava encontrar-te, hoje sei que temo o encontro. É um papel difícil...abster-me do que gosto com medo de te rever...tornaste-te num aposento semi-vazio onde na parede está um móvel de que gosto especialmente. Não entro no aposento...embora amplo não é claro. Considero-me razoável...tu tiras-me todo o sentimento de calma e ponderação....em contradição a minha indiferença dá-me prestígio diante de ti. Lembrei-me de ti é verdade... cheguei à conclusão que talvez pensemos um no outro da mesma forma...sem quimeras ...mas contudo durante muito tempo...cada um de nós sente, não desagradavelmente, a perturbação da presença do outro. Quase como um problema constante que inicíamos um ao outro nos abstractos convívios de tímida insolência. Tornamo-nos num capricho do destino que faz com que nos reconheçamos a metros de distãncia numa experiencia passional que não atingiu os corpos ainda mas as palavras e os olhares...por muito tempo...durante muito tempo....Apenas me lembrei de ti...com indiferença ... alheada de tudo e não de ti...
quinta-feira, 11 de março de 2010
Ora aqui vai...
O “meu” querido Branco enviou-me um questionário que gostaria de ver respondido...pois aqui vai. Como é de praxe passá-lo a alguém ...Somo lá serás o “Cristo” novamente.
EU QUERO: Continuar desperta...todos os acontecimentos estão cercados de sentidos que gosto de captar.
EU TENHO: A capacidade de não me surpreender, de não julgar e de guardar com muito respeito os segredos que me revelam.
EU ACHO: Que não devemos nunca renunciar à nossa individualidade e sentido de liberdade respeitosa.
EU ODEIO: A tirania que nos é imposta pelos outros. Mas odeio mais a tirania e a proibição pessoal mesmo nas pequenas coisas. É castrador.
EU SINTO: Amor próprio e respeito por mim mesma. Se assim não fosse não respeitaria os outros.
EU ESCUTO: O meu pai sempre! Sou capaz de ficar a conversar com ele horas como se tivesse apenas 5 anos e ficasse maravilhada com as coisas novas que ele me ensina.
EU CHEIRO : O fumo do meu cigarro...nada a fazer!
EU PROCURO : Ser o mais justa possível no meu dia a dia. No entanto sei ser injusta duma forma cruel comigo própria.
EU ARREPENDO-ME : De não ter tomado uma ou outra atitude...De não ter pedido desculpa...
EU AMO: A família...tenho um espirito muito familiar.Os amigos que conservo há 15 anos. O meu cão.
EU SINTO DOR: Quando me magoo...óbvio. Imaginem bater com o pé no canto dum móvel...doi como o caraças não dói?
EU SINTO FALTA : De amigos e da família que está distante. Sinto falta do que deixei para trás um dia...
EU IMPORTO-ME: Com a censura, com a maledicência, com a mentira...importo-me desenfreadamente com quem amo, tento estar presente sempre...
EU SEMPRE: Tenho tempo para mim. Gosto de me sentir independente da forma mais interior possível.
EU NÃO FICO: Zangada ou magoada muito tempo, gosto da paz e da serenidade.
EU ACREDITO: No bem e no mal como já referi, ainda acredito e tenho fé nas pessoas.
EU DANÇO : Sempre. Até a limpar o pó do quarto.
EU CANTO: Sempre. Quem canta é mais feliz e sente as coisas duma outra forma um pouco inatingível para os outros.
EU CHORO: Raramente choro...e mesmo quando choro...rio ao mesmo tempo porque não consigo evitar o sentido de humor... como me sinto vulnerável fico envergonhadíssima quando me vêem chorar.
EU FALHO: Quando as pessoas de quem não gosto me atraem a curiosidade. Acabo por passar um sentimento de compaixão que de facto não tenho. Falho quando detesto de forma cordial portanto...
EU LUTO: Sempre...mas não me ponham no kick boxing, levava porrada de certeza.
EU ESCREVO : Muito...emails e cartas à família e amigos distantes.
EU GANHO: Sempre que encontro pessoas sem floreados, sem complicações e com leveza.
EU CONFUNDO-ME : Com a mudança, com o medo, com o acanhamento real ou fingido.
EU ESTOU : A tentar responder a isto...
EU FICO FELIZ : Com pequenos nadas. Pequenas atitutes para mim são muito importantes. Por vezes a preocupação num simples “Como estás ?” pode fazer o meu dia.
EU TENHO ESPERANÇA : Nas pessoas. Já o disse e digo isto muitas vezes.
EU PRECISO: Ora bem sou “viciada” em musica, livros, tabaco, futebol...nos amigos...na familia...tantos vícios . Actualmente preciso também dele...incrível não e?
EU SOU: Stressada, extremamente trapalhona faço algumas nódoas negras por pura distracção, muito brincalhona, muito franca e directa mas reservada.
EU NÃO GOSTO DE: Jardineira e rancho , lol! Não suporto nem o cheiro! Detesto ver rebaixar os outros, detesto sentidos de superioridade, cobranças afectivas, chantagens emocionais. Não gosto do deslumbramento nem de ver esse defeito os outros...faz-me confusão.
Ufa ...já está. Siga para Bingo...
EU QUERO: Continuar desperta...todos os acontecimentos estão cercados de sentidos que gosto de captar.
EU TENHO: A capacidade de não me surpreender, de não julgar e de guardar com muito respeito os segredos que me revelam.
EU ACHO: Que não devemos nunca renunciar à nossa individualidade e sentido de liberdade respeitosa.
EU ODEIO: A tirania que nos é imposta pelos outros. Mas odeio mais a tirania e a proibição pessoal mesmo nas pequenas coisas. É castrador.
EU SINTO: Amor próprio e respeito por mim mesma. Se assim não fosse não respeitaria os outros.
EU ESCUTO: O meu pai sempre! Sou capaz de ficar a conversar com ele horas como se tivesse apenas 5 anos e ficasse maravilhada com as coisas novas que ele me ensina.
EU CHEIRO : O fumo do meu cigarro...nada a fazer!
EU PROCURO : Ser o mais justa possível no meu dia a dia. No entanto sei ser injusta duma forma cruel comigo própria.
EU ARREPENDO-ME : De não ter tomado uma ou outra atitude...De não ter pedido desculpa...
EU AMO: A família...tenho um espirito muito familiar.Os amigos que conservo há 15 anos. O meu cão.
EU SINTO DOR: Quando me magoo...óbvio. Imaginem bater com o pé no canto dum móvel...doi como o caraças não dói?
EU SINTO FALTA : De amigos e da família que está distante. Sinto falta do que deixei para trás um dia...
EU IMPORTO-ME: Com a censura, com a maledicência, com a mentira...importo-me desenfreadamente com quem amo, tento estar presente sempre...
EU SEMPRE: Tenho tempo para mim. Gosto de me sentir independente da forma mais interior possível.
EU NÃO FICO: Zangada ou magoada muito tempo, gosto da paz e da serenidade.
EU ACREDITO: No bem e no mal como já referi, ainda acredito e tenho fé nas pessoas.
EU DANÇO : Sempre. Até a limpar o pó do quarto.
EU CANTO: Sempre. Quem canta é mais feliz e sente as coisas duma outra forma um pouco inatingível para os outros.
EU CHORO: Raramente choro...e mesmo quando choro...rio ao mesmo tempo porque não consigo evitar o sentido de humor... como me sinto vulnerável fico envergonhadíssima quando me vêem chorar.
EU FALHO: Quando as pessoas de quem não gosto me atraem a curiosidade. Acabo por passar um sentimento de compaixão que de facto não tenho. Falho quando detesto de forma cordial portanto...
EU LUTO: Sempre...mas não me ponham no kick boxing, levava porrada de certeza.
EU ESCREVO : Muito...emails e cartas à família e amigos distantes.
EU GANHO: Sempre que encontro pessoas sem floreados, sem complicações e com leveza.
EU CONFUNDO-ME : Com a mudança, com o medo, com o acanhamento real ou fingido.
EU ESTOU : A tentar responder a isto...
EU FICO FELIZ : Com pequenos nadas. Pequenas atitutes para mim são muito importantes. Por vezes a preocupação num simples “Como estás ?” pode fazer o meu dia.
EU TENHO ESPERANÇA : Nas pessoas. Já o disse e digo isto muitas vezes.
EU PRECISO: Ora bem sou “viciada” em musica, livros, tabaco, futebol...nos amigos...na familia...tantos vícios . Actualmente preciso também dele...incrível não e?
EU SOU: Stressada, extremamente trapalhona faço algumas nódoas negras por pura distracção, muito brincalhona, muito franca e directa mas reservada.
EU NÃO GOSTO DE: Jardineira e rancho , lol! Não suporto nem o cheiro! Detesto ver rebaixar os outros, detesto sentidos de superioridade, cobranças afectivas, chantagens emocionais. Não gosto do deslumbramento nem de ver esse defeito os outros...faz-me confusão.
Ufa ...já está. Siga para Bingo...
domingo, 7 de março de 2010
Caraças...pá!
O meu fim de semana posso dizer que foi poderoso. Não há nada que em dê mais gozo que chegar a domingo à noite, fumar o cigarro merecido e sorrir ou rir do fim de semana. Ultimamente têm acontecido algumas coisas que não dão vontade nenhuma de rir mas tento nunca perder o humor. Não me consigo ver sem rir...até quando choro rio. É crónico. Tenho um primo adolescente, 16 anos...Vitor Hugo...para ele sou a “cota” mais cool que ele tem como prima. O puto já está da minha altura, não sei o que a minha família faz às criancinhas para crescerem tanto. Falamos sobre música, trocamos sons, ideias...histórias...mando-o ter cuidado com as miúdas “porque as mulheres são tramadas”...mas o cúmulo da conversa foi quando vimos um filme e lhe disse que um dos desejos que pediria ao mago da lãmpada seria ser vampira. O puto fez um ar de “hã?” eu expliquei...imortalidade...beleza, sensualidade, intensidade...viver o mundo físico na sua plenitude na estranheza da noite...que os meus olhos ficariam lindos carregados de eye liner preto...ao que ele me respondeu “ya prima...beber sangue que nojo! Ou achas que ias beber vodka? Mas a roupa de cabedal preto ficava-te bem !” Estava apenas a divagar...para o assustar e pensar que eu tinha perdido o juízo. Enquanto lhe ia dizendo isto arreganhei os caninos em sinal de dentada....desatamos a rir...Parei e disse-lhe “ Pensando bem vai ali bebe uma garrafa inteira de vodka e depois volta aqui para eu te morder!” Saímos para dar uma volta, comprar cigarros...etc...vi umas miudas giras no passeio de Pires Lima e abrandei o passo só para ele as ver melhor...opinei pela moreninha que ia do lado direito...ele...bom...morreu de vergonha.” É por isso que te curto...dás-me estatuto prima! Uma gaja mais velha e gira fica sempre bem ao lado dum puto...ficam a achar que sou muita bom!”disse ele. Caraças do puto... Fui deixá-lo em casa e no regresso na porta do prédio onde vivo estava o namorado da vizinha a tocar à campaínha ...” Olá quer aproveitar?”perguntei. Ele riu-se e disse que não ...não percebi o riso. Subi e lembrei-me que não tinha levantado dinheiro ...tornei a sair e o rapaz ainda estava na porta...” Continua sem querer aproveitar? “ perguntei eu ...” Mas aproveitar o quê?” disse ele à risada. “A porta amigo, a porta” ...caraças do gajo. No caminho para o multibanco sinto alguém a passar por mim...eu sou daquelas que quando anda sozinha na rua não tira “os olhos das pessoas a olhar para o chão”. Esse alguém disse qualquer coisa ...sei lá...acho que perco a conta das vezes que digo bom dia ou boa tarde quando saio na zona onde vivo. Mas não respondi a minha cabeça estava longe...o telefone começa a apitar “ Olá, não me viste ou fizeste de conta?” Pensei que cena! É sempre com a mesma pessoa e juro que não é por mal....já perdi a conta das vezes que lhe pedi desculpa pelo mesmo motivo. Depois vem a desculpa do costume ...” sabes como é domingo...sono...olhos ainda não estão bem abertos e com os óculos de sol ....” resposta ...” tudo bem ...deu para ver que continuas linda!”...caraças do gajo!Ah! Eu bem me parecia que o ignorava por algum motivo ...era por isto! Não sou convencida ...nada disso...quem me conhece sabe que gosto de passar totalmente despercebida e fico farta dos mesmos discursos quando têm o mesmo sentido. Quando voltei lá estava o “enamorado” na sua eterna espera à porta de casa....subi as escadas da entrada e disse antes de chegar á porta enquanto abanava o dedo “ Nã, nã ...!Agora fica à porta!” E ele disse “ Há-de passar outra vez ...já entrou e saiu duas vezes não foi? Eu ainda hei-de cá ficar mais 15 minutos e quem sabe não aproveito...é só perguntar outra vez!”...Caraças do gajo....pá! Fechei a porta e pelo vidro fiz lhe um olhar com sobrancelha içada....ele divertidissimo ria. Caraças do gajo...virei costas e sorri ...ele esteve bem....lixou-me...
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Anti - figuras públicas
Ontem fui a um aniversário dum amigo do Ricardo, meu conhecido portanto. Parecia uma convenção de medicina sentada à mesa mas havia uma pessoa que se destacou mal eu entrei. “ Ricardo não blasfemes durante o jantar pois hoje temos a presença de Jesus Cristo”. Cumprimentei toda a gente e aquele ser como não conhecia disse-lhe “ Olá não te conheço sou a ...” O rapazito era giro...cabelo comprido, barba curta...uma camisola branca de linho com um decote em V...à Jesus Cristo portanto ...( Se a minha avó lesse isto dir-me-ia “ Menina graças a Deus muitas...graças com Deus nenhumas)Notei que ficaram a olhar para mim com um certo espanto mas não liguei ao facto.Sentei-me duas cadeiras ao lado sossegadinha da vida ou porreiraça como a potassa como costumo dizer. Entretanto vejo uma senhora com idade para ser minha mãe a aproximar-se da mesa “ Ai gosto tanto de o ver...a não sei quantas fica com o não sei quantos?” Fiquei a pensar quem seria o tipo...conhecido do público pelos vistos era...” Não sabes quem é?” ...” Nope!”...respondi. É o actor da novela Fascínios...o gay que ainda não se assumiu ...da loja Imperium!” ...” AH!.... Não faço ideia !” rematei.Notei que ele ouviu pois olhou para nós e sorriu. Ele lá assinou o guardanapo à senhora e fiquei a pensar “ O gajo é giro...o nome um pouco foleiro...Joaquim...epá nunca o vi mais gordo mesmo...” Não teria coragem para pedir um autógrafo ou fazer floreados com uma figura pública a menos que apreciasse mesmo muito o trabalho e apenas o trabalho dessa figura. Acho mesmo que tenho um iman anti – pessoas conhecidas. Actualmente dá-se demasiado mérito a quem não faz um trabalho glorioso. Valorizo as pessoas pelo seu mérito, pela dedicação...não estou de todo a denegrir o Joaquim até porque não conheço nada do seu trabalho. Acho hilariante e degradante até que as pessoas corram para alguém só porque aparece na tv e falo no geral. Eu não seria capaz. Muitas vezes brinco e digo “ Eu pedir um autógrafo? Ele é que tem de mo pedir a mim!”...Claro que já pedi , tenho os meus cds dos HIM todos autografados e com dedicatória mas isso é outra conversa. Depois de jantar fomos para os copos e mal entramos no bar as pitas tipo “ Geração Morangos” ficaram aos saltos. Falavam e riam alto...olhavam...murmuravam, tudo para chamar a atenção do Joaquim.Com papéis e caneta em punho...Para além disso olhavam e comentavam sobre nós mulheres que faziamos parte do círculo. Lembro-me duma miúda que achei muito gira até, 20 anitos mais coisa menos coisa ...mas com um estilo tão...não encontro a palavra ...um estilo “ i want to be your bitch!” que não tirava os olhos dele. Foi das poucas vezes que eu e ele cruzamos um olhar directo e foi de reprovação da atitude da miuda ... encolhi os ombros ele sorriu e fez o mesmo. E foi assim a noite toda...coitado do rapaz. Quase não falei com ele. Andei a divertir-me com quem conhecia. Despedi-me dele com “Um até à próxima” quase com a mesma indiferença com que o cumprimentei... Era giro sim senhora mas not my type...e mesmo que fosse só por ser conhecido perdia pontos...senão todos....e sou fiel...sempre...
Subscrever:
Mensagens (Atom)