Às vezes as palavras não consomem o tanto que sinto, de modo a poderem dizer, na verdade, o que realmente quero. Por isso hoje não te direi nada. Vou ficar calada à espera que me fales tu. Talvez tu, hoje, tenhas as palavras certas e saibas o que me dizer. Talvez tu saibas em que lugar se escondeu a nossa proximidade, que agora deu lugar a esta distância abismal, fazendo-me sentir como um estranha para ti, sentir-te como um estranho. As minhas palavras hoje não sentem mais nada... apenas a tristeza do nosso voltar de costas... inundada pelas tuas mentiras, por teres corrido atrás de alguém e teres-me deixado pelo caminho...
Olha bem para mim e diz-me o que vês. Não tenhas medo de dizer que me derrubaste de vez.Vês alguém que já não sabe o que diz, o que pensa, o que sente, o que escreve e para o que serve.Vês-me a mim assim acabada, como um livro depois de lido, rasgado e calcado no chão. Diz se me reconheces ao longe e ao perto, estou certa que não pois eu não te reconheço mais.Olha-me bem para que não restem duvidas de que és cruel... a tua crueldade sinto-a na pele.Corta-me aos bocados e atira-me para longe da tua vida. Fizeste pior do que isso...
Vai-te embora daqui, de dentro de mim...
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
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