Aproveita a tua liberdade...foi a frase que encaixou na minha cabeça no regresso a casa. Jantei a correr e fui fazer o que mais gosto na vida, dançar, não pensar...mas “aproveita a tua liberdade” não me largou um segundo só. Quando saí chovia imenso, não estava frio, senti uns salpicos na cara de chuva...soube bem...tão bem...as luzes da cidade estavam diferentes, olhei com atenção cada pessoa que passava por mim...bonito seria se tal como um filme um princípe encantado surgisse do nada e me limpasse com a mão os pingos da chuva na minha face...o som duma ambulãncia despertou-me deste pensamento. Cheguei e enfiei-me na banheira, quente, com espuma e deixei-me estar...
Estava triste...saber que ele não é feliz com a sua dona deixou-me amargurada. Qualquer outra mulher na minha posição ficaria feliz mas eu não...estava tristíssima. Senti que ele pode fazer alguma coisa, tentar pelo menos...lutar pela sua dona, disse-lho até. Isto ao mero leitor pode ser sinonimo de que simplesmente não o amo senão jamais pensaria assim. Mas vindo cá de dentro, a hipótese de ele ser feliz conforta-me, faz-me sorrir...isto é amor. E assim apercebi-me que realmente o amo...a felicidade dele é a coisa mais importante da minha vida mesmo sabendo que nunca farei parte da sua... Se a felicidade dele está e forçosamente tem que estar com a sua dona...saber que ele é infeliz doeu...muito...como se fosse em mim própria.Isto não é ser livre...talvez de corpo sim...mas o meu coração não é livre. Também eu sinto falta do beijo a chegar a casa...do aninhar à noite no corpo de outra pessoa...não de quem mos dava ou de quem me aninhava mas dos actos em si...de ser simplesmente mulher quando assim tem de ser. Continuei tristíssima...percebi que ao longo deste quase um ano nada mais fiz senão tentar com que fosse feliz...mantê-lo num “lugar abrigado.” A infelicidade dele senti como se fosse minha...se falasse neste momento notar-se-ia na minha vocalidade...fechar os olhos e imaginá-lo a rir...faz-me sorrir...deveria rir sempre ...por fora...por dentro...como eu desejo que seja feliz...que caminhe confiante...sorridente..na sua vida....Que tenha tudo que não tem...o que não tenho é o que lhe desejo... que seja feliz mesmo que seja com a minha infelicidade...
Estava triste...saber que ele não é feliz com a sua dona deixou-me amargurada. Qualquer outra mulher na minha posição ficaria feliz mas eu não...estava tristíssima. Senti que ele pode fazer alguma coisa, tentar pelo menos...lutar pela sua dona, disse-lho até. Isto ao mero leitor pode ser sinonimo de que simplesmente não o amo senão jamais pensaria assim. Mas vindo cá de dentro, a hipótese de ele ser feliz conforta-me, faz-me sorrir...isto é amor. E assim apercebi-me que realmente o amo...a felicidade dele é a coisa mais importante da minha vida mesmo sabendo que nunca farei parte da sua... Se a felicidade dele está e forçosamente tem que estar com a sua dona...saber que ele é infeliz doeu...muito...como se fosse em mim própria.Isto não é ser livre...talvez de corpo sim...mas o meu coração não é livre. Também eu sinto falta do beijo a chegar a casa...do aninhar à noite no corpo de outra pessoa...não de quem mos dava ou de quem me aninhava mas dos actos em si...de ser simplesmente mulher quando assim tem de ser. Continuei tristíssima...percebi que ao longo deste quase um ano nada mais fiz senão tentar com que fosse feliz...mantê-lo num “lugar abrigado.” A infelicidade dele senti como se fosse minha...se falasse neste momento notar-se-ia na minha vocalidade...fechar os olhos e imaginá-lo a rir...faz-me sorrir...deveria rir sempre ...por fora...por dentro...como eu desejo que seja feliz...que caminhe confiante...sorridente..na sua vida....Que tenha tudo que não tem...o que não tenho é o que lhe desejo... que seja feliz mesmo que seja com a minha infelicidade...
1 comentário:
Outro texto unico.
sublime, de aprendizagem para quem lê.
fantastico!
nunc pare este blog, tornou-se um vicio
Ana
s.pedro de muel
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