Hoje sentei-me a pensar no destino... com a cabeça oca de tanto pensar...o sacríficio é a simbolo de troca, de partilha que mais dói. Algures nesse caminho dizemos adeus enquanto somos fortes...enquanto ainda somos capazes. Pode ser um acto de amor semelhante a um acto de tortura. Enfraquecida mas ainda com um resto de nobreza ou de estupidez disfarçada de nobreza.Sem dúvida sou o meu carrasco e a minha vítima. Não pode haver honestidade sem cobardia e isso torna o meu sono numa coisa sinistra esta noite em que o tempo e o espaço se tornam demasiado profundos e fogem debaixo de mim...A beleza do mundo revelada pelo amor e logo condenada a desaparecer numa angústia que me desfaz o coração. Não sei se ainda o tenho.. a cobardia da minha inocencia e a dignidade da minha mentira para o mundo...serei eu forte assim?Afastar-me em silêncio faz-me vomitar durante muito tempo...não explico a ninguém porque vomito..é como se expelisse todas a imagens do homem que amo, da toxicidade da distãncia, do silêncio...expelir as imagens do passado e nervosamente expelir as já do futuro num suor frio que me faz sentir doente. Procuro não pensar e dormir mas de facto não consigo. Vigio o que estou a sentir...examino os meus próprios sentimentos um por um...a minha posição é clara, honesta e explícita...nenhuma posição em lado nenhum...portanto. Não cabo em lado nenhum em parte nenhuma. Esquecer imagens quando num futuro próximo terei a imagem presente todos os dias...algo que torna a vida quase impossível pelo menos a um dos dois...a mim...que seja...tem de ser...A pessoa que vive neste segundo andar não existe mais...um fantasma que gera outro fantasma de si próprio....
Talvez lhe diga que pertence a outro, talvez lhe diga que sim a isto com toda a minha força enquanto o sim nada mais é do que um não oculto. Ou talvez apenas diga a verdade e perca o meu coração pelo caminho....que neste momento doi-me como se fosse do tamanho do meu diafragma... jã não te posso mandar embora...daqui de dentro de mim...
Esta mulher que vive neste segundo andar...já não existe ....mais...
Talvez lhe diga que pertence a outro, talvez lhe diga que sim a isto com toda a minha força enquanto o sim nada mais é do que um não oculto. Ou talvez apenas diga a verdade e perca o meu coração pelo caminho....que neste momento doi-me como se fosse do tamanho do meu diafragma... jã não te posso mandar embora...daqui de dentro de mim...
Esta mulher que vive neste segundo andar...já não existe ....mais...
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