Nunca pensaram ou desejaram voltar atrás no tempo? Quem me dera voltar atrás, precisamente a este dia mas há um ano atrás...ouvir um tic tac de retrocesso no tempo...tic tac...
Este era o som que oiço na minha cabeça de tanto pensar...converso comigo própria acerca de escolhas, caminhos e tempo. Outrora estas palavras não existiam na minha vida, quando tinha que decidir algo decidia e pronto. Mesmo que tivesse sido uma má escolha suportava o peso dela. Hoje noto que com a idade amadureci e tornei-me mais receosa. Encruzilhada...é aí que hoje me encontro...dois caminhos abrem-se diante de mim e este facto enerva-me. Se sigo por uma passagem sei que perderei alguns de uma vez...confuso? Não, nem por isso! Esses caminhos são apenas dois, ramificam-se ou multiplicam-se dependendo de quem está no fim de cada um. Penso no caminho da direita e sinto suores frios, desvio o olhar para o da esquerda e sinto-me como que a apertar na mão a chave da minha vida. Sei que tenho que escolher mas qualquer que seja a opção sei que não sentirei a ausência. É impossível senti-la pois esta palavra por si só significa que nada existe ou existiu.Sentirei sim o vazio, algo que existe ou existiu, que marcou a sua presença mas que já lá não está em cada vez que olhar por cima do ombro.Espanto-me ao pensar nesta definição, descobri-a tarde...afinal ele nunca esteve ausente apenas deixou um vazio. Ausencia e vazio...ambos são preenchíveis é verdade, mas ausência pode também ser sinónimo de indiferença onde nada foi criado, e o vazio é fruto de uma criação e pode ser novamente preenchido com emoções já conhecidas.Por isso digo que ele nunca esteve ausente...ora mas isto são as minhas divagações tardias. É extremamente difícil avançar na direcção de alguém quando deixamos ou fomos deixados para trás...faz-nos vacilar..Num balanço destes últimos tempos e concentrando-me nesse ponto de vista deveria começar tudo de novo mas em todo o caso não devo fazer nada. Deverei fazer um inventário da minha vida e ver o que ficará loteado em cada um dos caminhos? Errado! Seria como saltar de um sonho para outro sem acordar. Vá concentra-te e pensa! À tua volta movem-se outras pessoas que raio! Mas...o perigo reside nelas, nos sentimentos que nutro por elas!Não poderei eu pegar numa pá e desbravar um caminho que una os dois a escolher? Que tola que és mulher! Escolhe! Perderás um desses caminhos mas perde com honra! Sim perder com honra...seria o mesmo que fingir que me alegro. A tua impetuosidade onde anda? Anda à minha volta...até onde a minha vista alcança...no entanto sem nunca fazer de mim uma mulher limitada...o meu coração vê mais longe. Porque não se juntam todas estas ruas num cruzamento só? Quais são as alegorias da minha vida? E para que pensas tu mulher se não o consegues fazer com poder decisivo e com clareza? Ora! mas alguém consegue quando dois caminhos surgem no horizonte? Clareza gera coragem...é isso coragem é o que me falta! Raios! E pergunto-me eu...tiveste tu a perder duas horas da tua noite em contradição quando tudo se resume a uma só palavra... coragem???? Sim coragem...mas coragem para comprar um relógio...espanta-te...comprar um relógio????Sim...daqueles que ensina o tempo, captura-o e obriga-o a manter aquele passo todos os dias, todas as horas e minutos...toda uma vida...no mesmo caminho...com pulso.Onde poderei comprar tal relógio????Esse relógio sou eu...cabe -me dar-lhe corda e sem nunca o partir...sem o estilhaçar e o tempo foge ou pára...pára muito lá atrás num passado que não escolhi mas pode avançar num futuro que posso escolher. Eu sou.o relógio que ditará os compassos da minha vida! Só eu poderei ter o poder e coragem de usar um relógio tão poderoso.Por isso voltar atrás para quê?
Este era o som que oiço na minha cabeça de tanto pensar...converso comigo própria acerca de escolhas, caminhos e tempo. Outrora estas palavras não existiam na minha vida, quando tinha que decidir algo decidia e pronto. Mesmo que tivesse sido uma má escolha suportava o peso dela. Hoje noto que com a idade amadureci e tornei-me mais receosa. Encruzilhada...é aí que hoje me encontro...dois caminhos abrem-se diante de mim e este facto enerva-me. Se sigo por uma passagem sei que perderei alguns de uma vez...confuso? Não, nem por isso! Esses caminhos são apenas dois, ramificam-se ou multiplicam-se dependendo de quem está no fim de cada um. Penso no caminho da direita e sinto suores frios, desvio o olhar para o da esquerda e sinto-me como que a apertar na mão a chave da minha vida. Sei que tenho que escolher mas qualquer que seja a opção sei que não sentirei a ausência. É impossível senti-la pois esta palavra por si só significa que nada existe ou existiu.Sentirei sim o vazio, algo que existe ou existiu, que marcou a sua presença mas que já lá não está em cada vez que olhar por cima do ombro.Espanto-me ao pensar nesta definição, descobri-a tarde...afinal ele nunca esteve ausente apenas deixou um vazio. Ausencia e vazio...ambos são preenchíveis é verdade, mas ausência pode também ser sinónimo de indiferença onde nada foi criado, e o vazio é fruto de uma criação e pode ser novamente preenchido com emoções já conhecidas.Por isso digo que ele nunca esteve ausente...ora mas isto são as minhas divagações tardias. É extremamente difícil avançar na direcção de alguém quando deixamos ou fomos deixados para trás...faz-nos vacilar..Num balanço destes últimos tempos e concentrando-me nesse ponto de vista deveria começar tudo de novo mas em todo o caso não devo fazer nada. Deverei fazer um inventário da minha vida e ver o que ficará loteado em cada um dos caminhos? Errado! Seria como saltar de um sonho para outro sem acordar. Vá concentra-te e pensa! À tua volta movem-se outras pessoas que raio! Mas...o perigo reside nelas, nos sentimentos que nutro por elas!Não poderei eu pegar numa pá e desbravar um caminho que una os dois a escolher? Que tola que és mulher! Escolhe! Perderás um desses caminhos mas perde com honra! Sim perder com honra...seria o mesmo que fingir que me alegro. A tua impetuosidade onde anda? Anda à minha volta...até onde a minha vista alcança...no entanto sem nunca fazer de mim uma mulher limitada...o meu coração vê mais longe. Porque não se juntam todas estas ruas num cruzamento só? Quais são as alegorias da minha vida? E para que pensas tu mulher se não o consegues fazer com poder decisivo e com clareza? Ora! mas alguém consegue quando dois caminhos surgem no horizonte? Clareza gera coragem...é isso coragem é o que me falta! Raios! E pergunto-me eu...tiveste tu a perder duas horas da tua noite em contradição quando tudo se resume a uma só palavra... coragem???? Sim coragem...mas coragem para comprar um relógio...espanta-te...comprar um relógio????Sim...daqueles que ensina o tempo, captura-o e obriga-o a manter aquele passo todos os dias, todas as horas e minutos...toda uma vida...no mesmo caminho...com pulso.Onde poderei comprar tal relógio????Esse relógio sou eu...cabe -me dar-lhe corda e sem nunca o partir...sem o estilhaçar e o tempo foge ou pára...pára muito lá atrás num passado que não escolhi mas pode avançar num futuro que posso escolher. Eu sou.o relógio que ditará os compassos da minha vida! Só eu poderei ter o poder e coragem de usar um relógio tão poderoso.Por isso voltar atrás para quê?
2 comentários:
Fizeste-me sorrir! Coragem não te falta, mesmo que penses que fugiu... mas sem dúvida que és o teu próprio relógio, daí que na hora da decisão a vás tomar como sempre. Certa ou errada?! O tempo o dirá!
B.
Cada texto é cada vez melhor. Tem partes que mostram uma inteligencia e conhecimento da vida que mais ninguem tem repare no que escreveu, nunca tinha pensado na diferença entre ausencia e vazio. ausencia é o que nunca se teve e vazio é o que esteve preenchido e que deixou de estar. que mente a sua! inteligentissima, muito vivida. este post foi-me de grande ajuda.
não pare de escrever nunca. a musica é forte, linda, deve ser uma mulher furacao. que intensidade a sua.deve viver e fazer tudo na sua vida com intensidade, deve ser uma mulher e peras. gostava de ser como voce.
tenho aprendido muito ao ler o que escreve.
ANA
S.PEDRO DE MUEL
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