Hoje saí do trabalho com uma ãnsia no peito latejante, mistura de ódio, raiva, amor, vida, morte...sentimentos daqueles que nos fazem latejar os maxilares.
Passei por casa a voar, peguei no saco e rumei à escola. Enquanto ainda sentada aquecia os tornozelos e as pernas esticando-as na vertical...fechei os olhos e desprendi-me do mundo. Soltei-me da realidade como quem tenta respirar…aquele varão foi o meu melhor amigo hoje....cada volta...cada vez que me envolvi nele foi uma queda silenciosa que ecoou no meu pensamento. Queda de mim sobre eu própria, um mergulho na consciência, na inconsciência do ser e sentir…em cada vez que me suspendi nele ou me revirei como se me virasse do avesso foi como os meus pensamentos que se misturam, se abalroassem, se confundissem. Tudo se turva e nada parece claro. Tento pensar em quem sou, no que quero, na minha linha que termina ...mas nada… Só uma mescla de sensações e intenções transparece. Num instante de desespero sereno, com lágrimas que se misturam com pensamentos, percebo a suspensão de mim própria enquanto suspensa naquele varão. Percebo o silêncio, a interrupção, o averso ao fluxo da vida… Percebo o seu significado, as implicações da minha impaciência, da pressa com que as atravesso… E finalmente paro…fecho os olhos e sinto a música abrindo os braços enquanto deambulo as ancas ao seu som...com raiva pela vida que não terei e que não tarda acaba e agarrei aquele pedaço de aluminio como se fosse o meu maior inimigo e terminei com duas voltas lentas como duas esferas de água suspensa, vítrea, profunda. Sacrifico ali o calor que me resta… Deposito todo o coração que possuo num segredar surdo e indecifrável com aquela barra de aluminio… E grito ali através do meu corpo, cada momento da minha vida, cada lágrima que derramo, cada sorriso que esboço, cada momento que me fez mulher, cada momento que me fez humana...Escorrego por ele de costas devagar solta da realidade como quem tenta respirar.... dei por mim ajoelhada no solo, a pensar que o amor não é um sentimento mas uma capacidade...uma capacidade “ de matar para salvar” como a música que me embalou no meu melhor amigo platinado...eu matei, e grito SIM SALVEI!!!! Matei-me a mim própria...
Passei por casa a voar, peguei no saco e rumei à escola. Enquanto ainda sentada aquecia os tornozelos e as pernas esticando-as na vertical...fechei os olhos e desprendi-me do mundo. Soltei-me da realidade como quem tenta respirar…aquele varão foi o meu melhor amigo hoje....cada volta...cada vez que me envolvi nele foi uma queda silenciosa que ecoou no meu pensamento. Queda de mim sobre eu própria, um mergulho na consciência, na inconsciência do ser e sentir…em cada vez que me suspendi nele ou me revirei como se me virasse do avesso foi como os meus pensamentos que se misturam, se abalroassem, se confundissem. Tudo se turva e nada parece claro. Tento pensar em quem sou, no que quero, na minha linha que termina ...mas nada… Só uma mescla de sensações e intenções transparece. Num instante de desespero sereno, com lágrimas que se misturam com pensamentos, percebo a suspensão de mim própria enquanto suspensa naquele varão. Percebo o silêncio, a interrupção, o averso ao fluxo da vida… Percebo o seu significado, as implicações da minha impaciência, da pressa com que as atravesso… E finalmente paro…fecho os olhos e sinto a música abrindo os braços enquanto deambulo as ancas ao seu som...com raiva pela vida que não terei e que não tarda acaba e agarrei aquele pedaço de aluminio como se fosse o meu maior inimigo e terminei com duas voltas lentas como duas esferas de água suspensa, vítrea, profunda. Sacrifico ali o calor que me resta… Deposito todo o coração que possuo num segredar surdo e indecifrável com aquela barra de aluminio… E grito ali através do meu corpo, cada momento da minha vida, cada lágrima que derramo, cada sorriso que esboço, cada momento que me fez mulher, cada momento que me fez humana...Escorrego por ele de costas devagar solta da realidade como quem tenta respirar.... dei por mim ajoelhada no solo, a pensar que o amor não é um sentimento mas uma capacidade...uma capacidade “ de matar para salvar” como a música que me embalou no meu melhor amigo platinado...eu matei, e grito SIM SALVEI!!!! Matei-me a mim própria...