sábado, 30 de julho de 2011

terça-feira, 19 de julho de 2011

Ultimos desejos...

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que sinto.Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca,porque metade de mim é o grito,mas a outra metade é o silêncio.Que a música que ouço ao longe seja linda e que as pessoas que amo sejam sempre amadas,mesmo que distantes,porque agora metade de mim é partir e a outra metade é saudade.Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor,apenas respeitadas, como a única coisa que resta numa pessoa inundada de sentimentos,porque metade de mim é o que ouço e a outra é o que calo. Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço,que essa tensão que me corrói por dentro seja recompensada,porque metade de mim é o que penso e a outra metade é vulcão.Que o medo da solidão se afaste e que o convívio comigo mesma se torne ao menos suportável, que o espelho reflicta em meu rosto um doce sorriso que eu me lembro de ter dado à minha face,porque metade de mim é lembrança do que fui e a outra metade...eu não sei.Que seja preciso mais que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito,e que o teu silêncio me fale cada vez mais,porque metade de mim é o teu abrigo, mas a outra metade é cansaço.Que a arte aponte uma resposta mesmo que eu não saiba, porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer,porque metade de mim é plateia e a outra metade é canção.Que todas as minhas desilusões percam a importãncia diante dos gestos de amor que encontrei, pois metade de mim é perdão e a outra metade compreensão.Que agora no fim do meu caminho e destino todos os meus pecados sejam perdoados ...porque metade de mim é amor...e a outra metade...também...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Hoje, não mais que hoje - assim o digo e espero - deixo-me embalar por uma tal melancolia já provada anteriormente, em tempos que a dor na alma não dormia. Entrego-me, como que sem forças, e deixo-me levar na viagem pelo sabor de uma dor que conheço, não percebo e não controlo. Uma dor que me assola em dias que a fragilidade me toma por sua.
Hoje depois de ter chegado a casa já tarde mas não mais que hoje - assim o peço - deixo-me estar às escuras, sem luz do candeeiro e sem luz de janela. Perco-me na música e sinto cada nota a entrar em mim em jeito de condimento necessário para este estado sem hora marcada.
Hoje, nunca tanto como hoje, dóis-me e eu sei porquê.. Estou deitada ... Mas falta-me a tua respiração no meu pescoço. Falta-me o peso do teu braço sobre mim.Falta-me o bater do teu peito nas minhas costas. Faltas-me tu.Hoje faltaste-me tu...por isso dóis-me e eu sei porquê...
Há páginas que pensámos viradas ─ umas por nós, outras tantas por alguém ─ que afinal continuavam a ser escritas, lidas e relidas. Páginas com histórias boas, páginas com histórias más. Páginas de cumplicidade, amizade, alegria, carinho, paixão, amor. Páginas de solidão, angústia, sofrimento, ciúme, traição, desprezo e muita dor.Muita dor...
Tento guardar e levar comigo, bem junto do meu corpo as páginas boas!Alguém que as coloque bem juntinho de mim para a minha alma não esquecer as minhas memórias. As páginas más estou a tentar rasgá-las uma a uma, mas em cada página que viro para rasgar cada letra do que passou na minha vida doi como um prego no meu peito. O que é mau faz-nos mal, torna-nos amargos, não nos deixa evoluir, não nos permite seguir em frente.
Que se virem as páginas e que o branco de uma nova página signifique muita paz! Porque não tarda a minha vida será uma página em branco...não haverá mais nada a escrever...mais nada a dizer...mais nada a amar ou sentir., ou doer ..apenas a paz ...da minha alma...