Pedaços...Não são cacos partidos no chão. São pedaços de mágoa. O meu coração cospe-os e eu calco-os, na tentativa de fazer com que doa menos tudo aquilo que sinto. Mas ao calca-los corto os pés, também eles cansados de correrem por ti e atrás de ti. Deixo que a música me embale e traduza o que sinto. Não choro pelos cacos que me entram nos pés… Choro sim por saber que um dia destes vou-te arrancar de mim, vou-me arrancar de ti e serei apenas uma lembrança...quando eu me arrancar de ti serei mágoa, raiva, revolta… Não serei dor. Dor já começaste tu a sê-lo. E como me dóis ultimamente! Engraçado ..acreditei tanto em ti um dia… E agora, nunca a descrença fez tão parte integrante de mim. Não me reconheço. Não sei como me tornei neste ser apático que insiste em assistir a este filme de final tão previsível. As minhas palavras sempre foram mudas para ti. Mesmo quando gritava, gesticulava e me contorcia. Mas, para mim, as palavras sempre foram a melhor forma de dizer aquilo que a minha alma carregava e tu ignoravas. As palavras sempre foram o meu refúgio, porto de abrigo... Era o que sentia ao dar-me a elas, quando na verdade o deveria sentir contigo, ao dar-me a ti. Mas não... Para ti nasci muda, cresci muda e neste preciso momento permaneço muda porque nunca existi realmente para ti..
Continuarei muda. Tornar-me-ei cega. Fingir-me-ei de surda. Até que percebas que um dia eu te falei. Que um dia te contei os meus medos, os meus sonhos, as minhas alegrias, as minhas tristezas, as minhas vivências, o que via quando olhava para ti. Até que entendas o tanto que te disse e tu rejeitaste, ignoraste, não compreendeste e julgaste.Até que percebas um dia quando quiseres ouvir o meu som, e ele não existir, até que percebas que não existo mais ...até que percebas que houve um dia eu que te falei de mim...e tu não me ouviste...
Como gostava eu de reescrever o nosso fim…
Continuarei muda. Tornar-me-ei cega. Fingir-me-ei de surda. Até que percebas que um dia eu te falei. Que um dia te contei os meus medos, os meus sonhos, as minhas alegrias, as minhas tristezas, as minhas vivências, o que via quando olhava para ti. Até que entendas o tanto que te disse e tu rejeitaste, ignoraste, não compreendeste e julgaste.Até que percebas um dia quando quiseres ouvir o meu som, e ele não existir, até que percebas que não existo mais ...até que percebas que houve um dia eu que te falei de mim...e tu não me ouviste...
Como gostava eu de reescrever o nosso fim…