Eu bem tento remeter-me ao silêncio, ignorar as palavras e todos os seus significados mas, onde quer que eu me esconda, elas acabam sempre por me puxar os dedos. Mesmo que não me apeteça falar de nada, elas sabem sempre tudo o que explode na minha cabeça e tudo o que rebenta no meu coração.
Tento puxar-te daqui de dentro, com a mão que me resta. A outra mão, essa, segura o coração para que não caia e se desfaça. O meu mundo estremeceu novamente. Com uma violência tão grande que me saltou o coração da boca, o cérebro da cabeça e a alma do corpo. Fizeste-me voltar ao fundo. Sozinha. Pequena como só tu sabes fazer-me sentir... Tenho um nó na garganta, um peso nos olhos e um corpo carente. Frágil. Hoje sinto-me frágil demais.Como se tudo na vida fosse um beco sem saída.
Mais. Hoje sinto que sou apenas mais uma. O vazio não tem cheiro. Não se vê. Não tem sabor. Mas, então como o sinto dentro de mim a alimentar-me a cabeça, a ser bombeado para cada veia, a correr-me nos olhos, a entranhar-se na pele, a dissolver-se debaixo da língua? Porque te sinto eu a encher-me de vazio?
O vazio não se pode medir, nem pesar, mas porque pesa o meu desta maneira e porque o sinto cada vez maior em mim? Tenho saudades do tempo em que tu me enchias o peito. Saudades de quando os teus braços me enchiam de protecção, os teus beijos me enchiam de vida, o teu olhar me enchia a alma, tenho saudade de quem não tinha nada teu mas as tuas palavras eram só minhas...hoje nem isso. Espero que um dia consigas entender o que sinto agora. O que é não conseguir desculpar-te mas ainda assim optar por não desistir e ter continuado ao teu lado, até que descubra que afinal não vale a pena lutar. Até que acredite de vez que tu não me amas e nunca me amaste... Não me vejo capaz de partir agora com o coração moído e reduzido a cacos, pedaços, retalhos ou meros grãos de areia. Sinto-me a partir a cada passo que dou. Não darei mais. Ficarei imóvel. Invisível.Quem sabe darei este corpo carente a quem o quiser fazer dele único...talvez sintas o que me dói, o que me dóis dando-te com uma mão o que tu me deste como dor, dando este corpo e os meus lábios com o ardor que só eu sei ter a outro cheiro, a outra boca a outro corpo...gemer igual noutro ouvido o que já gemi no teu e que nunca esqueço.Beijar outro corpo com ódio de ti, na revolta de te tirar de dentro de mim mesmo sabendo que não sais. Passar a lingua noutro peito ainda que fechando os olhos sinta o teu sabor...talvez te doa como me dói não seres único...ou talvez não doa nunca fui unica, nunca fui nada ou muiuto pouco ...talvez eu entregue este corpo carente com o coração rebentado, ser possuída, ter dentro de mim e sentir o suor doutro corpo enquanto penso “ amo-te tanto “ e as lágrimas de ódio e de amor por ti me invadem ...talvez eu me dispa e diga a alguém...”possui este corpo finalmente é teu hoje mas só hoje e nunca mais” ...talvez te doa como me dói...mas talvez não te doa a quem eu me possa dar como me doi a quem tu te dás...
Mas sei que vou partir com o coração reduzidos a cacos...como uma pedra da calçada habituada a ser calcada...mesmo esses cacos estão reduzidos a cacos...
Tento puxar-te daqui de dentro, com a mão que me resta. A outra mão, essa, segura o coração para que não caia e se desfaça. O meu mundo estremeceu novamente. Com uma violência tão grande que me saltou o coração da boca, o cérebro da cabeça e a alma do corpo. Fizeste-me voltar ao fundo. Sozinha. Pequena como só tu sabes fazer-me sentir... Tenho um nó na garganta, um peso nos olhos e um corpo carente. Frágil. Hoje sinto-me frágil demais.Como se tudo na vida fosse um beco sem saída.
Mais. Hoje sinto que sou apenas mais uma. O vazio não tem cheiro. Não se vê. Não tem sabor. Mas, então como o sinto dentro de mim a alimentar-me a cabeça, a ser bombeado para cada veia, a correr-me nos olhos, a entranhar-se na pele, a dissolver-se debaixo da língua? Porque te sinto eu a encher-me de vazio?
O vazio não se pode medir, nem pesar, mas porque pesa o meu desta maneira e porque o sinto cada vez maior em mim? Tenho saudades do tempo em que tu me enchias o peito. Saudades de quando os teus braços me enchiam de protecção, os teus beijos me enchiam de vida, o teu olhar me enchia a alma, tenho saudade de quem não tinha nada teu mas as tuas palavras eram só minhas...hoje nem isso. Espero que um dia consigas entender o que sinto agora. O que é não conseguir desculpar-te mas ainda assim optar por não desistir e ter continuado ao teu lado, até que descubra que afinal não vale a pena lutar. Até que acredite de vez que tu não me amas e nunca me amaste... Não me vejo capaz de partir agora com o coração moído e reduzido a cacos, pedaços, retalhos ou meros grãos de areia. Sinto-me a partir a cada passo que dou. Não darei mais. Ficarei imóvel. Invisível.Quem sabe darei este corpo carente a quem o quiser fazer dele único...talvez sintas o que me dói, o que me dóis dando-te com uma mão o que tu me deste como dor, dando este corpo e os meus lábios com o ardor que só eu sei ter a outro cheiro, a outra boca a outro corpo...gemer igual noutro ouvido o que já gemi no teu e que nunca esqueço.Beijar outro corpo com ódio de ti, na revolta de te tirar de dentro de mim mesmo sabendo que não sais. Passar a lingua noutro peito ainda que fechando os olhos sinta o teu sabor...talvez te doa como me dói não seres único...ou talvez não doa nunca fui unica, nunca fui nada ou muiuto pouco ...talvez eu entregue este corpo carente com o coração rebentado, ser possuída, ter dentro de mim e sentir o suor doutro corpo enquanto penso “ amo-te tanto “ e as lágrimas de ódio e de amor por ti me invadem ...talvez eu me dispa e diga a alguém...”possui este corpo finalmente é teu hoje mas só hoje e nunca mais” ...talvez te doa como me dói...mas talvez não te doa a quem eu me possa dar como me doi a quem tu te dás...
Mas sei que vou partir com o coração reduzidos a cacos...como uma pedra da calçada habituada a ser calcada...mesmo esses cacos estão reduzidos a cacos...
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